HRMS emite alerta para ‘novo caos’ e aumento de 110% na taxa de ocupação de leitos de coronavírus

Em 15 dias, hospital registrou 335 notificações e 24 mortes em decorrência da doença.

O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), emitiu uma nota de alerta, nesta terça-feira (24), para o aumento de 110% na taxa de ocupação de leitos com pacientes tratando de coronavírus. A unidade pede conscientização da população e atenção as medidas de biossegurança.

Em 15 dias do mês de novembro, o hospital recebeu 335 notificações e 24 mortes em decorrência da doença, sendo 5% de óbitos e 7% de casos a mais do o mês anterior. A unidade ressaltou, em nota, que o HR está lutando para solucionar problemas por falta de leito e transferência de pacientes sem a doença, que ocupam 30 vagas.

Ainda de acordo com o hospital a Sala Vermelha, que deveria ter apenas transitória, está lotada aguardando vagas dentro da própria unidade.

“O que a população não prevê com esse desdém ao sistema público de saúde é que a saturação está bem próxima. Falta de recursos humanos, insumos, medicamentos, leitos. Estamos perdendo essa batalha. Os trabalhadores da linha de frente já sentem o desgaste de 9 meses de trabalho árduo”, ressalta o comunicado.

Com a morte de 497 pessoas apenas na unidade, o hospital pede novamente que os moradores cumpram as medidas de biossegurança, evitando o uso de máscaras no queixo, na bolsa, sobre a mesa, aglomerações excessivas em bares, academias, pontos turísticos, festinhas particulares e clandestinas acontecem de forma generalizada, banalizando a pandemia.

“A Covid-19 está longe de um desfecho, enquanto os laboratórios e governos buscam uma vacina que tenha 100% eficácia, resta a população mundial se ater as medidas preventivas de proteção: Distanciamento social, uso de máscaras, fazer a correta higienização das mãos e, se possível, não sair de casa.”

Com mais de 92 mil casos confirmados, a SES (Secretaria Estadual de Saúde), informou ao Jornal Midiamax, que pode haver possibilidade de reativação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), caso necessário, porém, ainda não cogitam nova ativação do Hospital de Campanha.

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