Contra lockdown, ACICG cita ineficácia de bloqueio e impactos na economia de Campo Grande

A associação também citou a experiência falha do fechamento total em cidades do Brasil e EUA

Pressionado pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul a implantar o lockdown, a Prefeitura Municipal já avisou que Campo Grande não precisa, por enquanto, adotar o bloqueio total da cidade. Somando à gestão do Município, a ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) afirmou que é contra o método.

Conforme a associação, que representa mais de 8 mil associados, a medida seria ineficaz de barrar o avanço do coronavírus na Capital e citou exemplos de outras cidades do país e do exterior que implantaram a medida e não tiveram sucesso.

“Tendo como base a experiência recente de Campo Grande, além de outras cidades, estados e países – como Cuiabá, São Paulo, Argentina e Nova York – que adotaram o fechamento dos estabelecimentos e continuaram com grande aumento do contágio e da demanda por leitos de UTI”, disse em nota.

Além disso, a associação pontua que o lockdown traria efeitos negativos para Campo Grande, na economia, manutenção dos postos de trabalho, impactando na produção, na demanda e no consumo.

A ACICG relembrou que, de janeiro a junho, 1978 empresas foram extintas em Mato Grosso do Sul, segundo dados da Jucems. “Com as empresas reduzindo suas equipes ou, até mesmo, encerrando suas atividades, a quantidade de desempregados e de famílias sem renda aumentará, gerando, também, um grave problema social”, comentou.

Nesse momento, a Associação Comercial considera essencial as medidas protetivas e os protocolos de biossegurança, como o uso de máscara, álcool gel, distanciamento social, sejam intensificados por toda a sociedade. “O comércio vem fazendo a sua parte, mas, tão importante quanto, é a população se conscientizar de que o seu comportamento influencia diretamente no avanço da pandemia”, diz.

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