Correios entram em greve nesta quarta e serviços básicos podem ser afetados

Categoria pede reajuste da inflação, mas empresa teria proposto valor abaixo de 1% e retirada de cláusulas que dariam prejuízo de R$ 6 mil anuais a trabalhadores

Teve início nesta quarta-feira (11) a greve de funcionários dos Correios e Telégrafos. Em Campo Grande, a expectativa é que toda a categoria faça adesão à paralisação, que tem prazo indeterminado.

Segundo o Sintect-MS (Sindicato dos trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de MS), os cerca de 1,300 funcionários do Estado devem aderir à greve e, com isso, a entrega de correspondências e demais serviços pode ser afetada.

Com data-base em 1º de agosto deste ano, as negociações salariais tiveram início ainda em julho, porém, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) entrou na mediação após proposta de reajuste de 0,8%, quando a inflação para o período seria de cerca de 3,5%,.

“Estávamos em negociação e já havia indicativo de paralisação, mas o TST mediou prazo de negociação até o último dia 31, porém, não houve avanço. A empresa se negou a continuar negociando, mesmo com a mediação do TST. Além do reajuste abaixo da inflação, a empresa quer a retirada de cláusulas da Convenção que darão prejuízo de mais de R$ 6 mil anuais para o trabalhador”, destaca Elaine Regina de Souza Oliveira, presidente do Sintect-MS.

A categoria esteve nesta manhã em concentração noas imediações do cruzamento entre a Rua Barão do Rio Branco e a Avenida Ernesto Geisel, a fim de conversar com os trabalhadores que aderiram à greve, “Vamos resolver as ações da greve diariamente, conversando com a categoria. Estamos chamando todos os trabalhadores para participar porque quanto maior o numero, maior a pressão e a gente consegue ter o encerramento da greve”, acrescenta.

Também nesta quarta-feira, os Correios divulgou nota sobre a paralisação, na qual apontam que a empresa participou de dez encontros na mesa de negociação, quando a real situação da estatal teria sido apresentada, além de propostas para o acordo “dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões”.

“Mas as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso pela empresa”, traz a nota.

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