Situação em cidades arrasadas por tempestades é estável, mas previsão do tempo preocupa

Defesa Civil continua monitoramento nos municípios e há chance de chuva nos próximos dias

As chuvas intensas têm castigado diversos municípios no Mato Grosso do Sul no último mês. Até agora, dez cidades já declararam situação de emergência devido aos estragos causados pelas tempestades, deixando casas destelhadas e estradas intransitáveis.

Os municípios de Tacuru, Iguatemi, Coronel Sapucaia, Amambai, Paranhos, Itaquiraí, Caarapó, Jardim, Bandeirantes e Deodápolis declararam situação de emergência e, apesar da trégua na chuva, o estado ainda é de alerta. Segundo o tenente-coronel Fábio Santos Catarineli, da Cedec (Coordenadoria Estadual de Defesa Civil), a situação é estável, mas as cidades ainda são monitoradas devido à previsão de mais chuvas.

“Não tem chuva no momento, mas de acordo com CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), entre esta quarta (14) e sexta feira (16) há chance de chuva a qualquer hora”, afirma o comandante. Catarineli explica que as tempestades causaram danos nos municípios e, que apesar da trégua na chuva, o monitoramento continua sendo feito não só pela Defesa Civil Estadual, como também pelos coordenadores municipais.

Enquanto não chove, a rotina de alguns moradores começa a voltar à rotina. Nas cidades de Bandeirantes, Caarapó e Jardim, por exemplo, o vendaval causou destelhamento e desalojou as famílias. Passado o susto, os moradores já retornaram para suas casas.

Para o tenente-coronel, a situação é mais crítica nas áreas rurais, onde os estragos foram maiores. As tempestades deixaram as estradas intransitáveis, dificultando o escoamento da produção, como é o caso de Itaquiraí. Segundo a comunicação da Prefeitura de Itaquiraí, a 402 km da Capital, são 1.250 km de estradas vicinais no município, e que foram afetadas pelas chuvas. “A circulação está muito difícil, aqui temos empresas de frango que não conseguem fazer a entrega do alimento, criou um transtorno muito grande”, afirma.

Segundo a Prefeitura da cidade, as chuvas continuam no local, com menor intensidade. O executivo busca reestabelecer a estrutura das estradas e garantir a circulação não apenas da produção, como também de ônibus escolares. “As chuvas não cessaram por completo, elas continuam, os estragos têm aumentado. O prefeito está tomando providência, equipes da secretaria de obras tem tentado garantir o tráfico de ônibus de estudantes”, explica.

Já na cidade de Amambai, a 352 km de Campo Grande, que também decretou situação de emergência, as chuvas retardaram o plantio de soja e a situação das estradas rurais é precária. Segundo o coordenador municipal de defesa civil, Wilson Ferreira, uma chuva intensa de três dias registrou volume de 300 mm de chuva. “Está difícil trabalhar para recuperar, a chuva continuou e precisamos de um tempo para recuperar o prejuízo. O levantamento feito por engenheiros para recuperação de estradas e pontes mostra que precisamos de R$ 4 milhões”.

O comandante da Defesa Civil Estadual explica que também houve estragos em outros municípios do estado, mas que não foi preciso decretar situação de emergência. Segundo Catarineli, houve registro de estragos em Miranda, Porto Murtinho, Nioaque, Ivinhema e Paranaíba, mas que não foi preciso intervenção do Estado, já que os próprios municípios conseguiram resolver a situação.

CedecDefesa Civil Estadual