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Análise descarta UFO e diz que curto causou 'clarão' em Campo Grande

Explosão na rede elétrica em frente ao Belmar Fidalgo é 'suspeita'

  • Quem diria! Clarão não passou de transformador queimado (Foto - Reprodução/TripAdvisor)

Nem Ets, nem fim do mundo e nem meteoro! O tal clarão que muita gente viu na noite do dia 20 de setembro, entre as 20h e 21h, pode ter sido apenas a explosão de um transformador na região central de Campo Grande, segundo investigação de pesquisadores relacionados à EXOSS, projeto que atua com o estudo de meteoros e bólidos no hemisfério sul.

A reviravolta no 'caso clarão' ocorreu porque, primeiramente, nenhuma das câmeras de observação celeste de Campo Grande conseguiram identificar o fenômeno astronômico. E segundo, porque a investigação levou a um posicionamento da Energisa - que confirmou a ocorrência de um curto-circuito na rede, nas imediações da praça Belmar Fidalgo.

"Nossas câmeras só registram as partes sul e leste do céu de Campo Grande, então não tivemos como comprovar, apenas os relatos. Mas, mesmo assim, não tivemos evidências conclusivas de que o clarão fosse um bólido, porque quando um fenômeno desses causa um clarão, ele também faz um barulho que dependendo da altura seria ouvido em mais lugares, e poucas pessoas relataram som", explica Giovanni Rescigno, integrante do EXOSS.

Conforme a nota da Energisa, enviada a Giovani e posteriormente confirmada pelo Midiamax, na data informada, no caso, 20 de setembro, houve registro de um curto-circuito na rede elétrica, em frente à Praça Esportiva Belmar Fidalgo.

Segundo a concessionária, o curto-circuito foi ocasionado por um morcego que teria atingido a fiação, provocando o clarão momentâneo na região. A Energisa também informa que equipes de manutenção foram deslocadas imediatamente para a ocorrência, a fim de garantir a segurança e de normalizar o fornecimento de energia.

Mapa aponta local onde dois relatos de avistamento de meteoro ocorreram (Reprodução)

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Relate um bólido

Há muitos olhares para o céu de Campo Grande, levando em conta a incidência de bólidos e as condições de observação da cidade. Tanto é que a Casa da Ciência da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) mantém estação de registros e de estudos de meteoros em Campo Grande, a fim de contribuir para o desenvolvimento de estudos acerca de bólidos. As estações são associadas ao projeto EXOSS.

O projeto pede que quem tiver presenciado ou registrado meteoros no céu de Campo Grande, que entre em contato pelo telefone (12) 98181-7597 (WhatsApp), com registros fotográficos do fenômeno. Quem relata um meteoro ou bólido recebe um certificado (veja foto abaixo). Outras informações sobre o EXOSS pelo site da entidade: http://press.exoss.org/.

Quem repórta um bólido ganha certificado de contribuição científica (Reprodução)

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