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Queridinho dos turistas, Bonito já não tem mais vaga em hotel para Ano Novo

Vagas em hotéis e passeios estão praticamente esgotadas

(Foto/Divulgacao CVC)Destaque no cenário nacional e internacional como destino de ecoturismo e turismo sustentável, o município de Bonito já tem pouquíssimas vagas, e bem caras, para quem quer passar o réveillon na cidade. Até mesmo agendar um passeio nesse período já é tarefa complicada, faltando mais de um mês para o Ano Novo.

A cidade tem 5,2 mil leitos de hotéis e segundo as informações do Bonito Convention Center, pelo menos 90% já estão ocupados. As vagas que existem são a preços proibitivos: é possível encontrar, por exemplo, a oferta de pagar R$ 2,7 mil por 4 dias em um quarto duplo de hotel, diária a R$ 687.

Segundo Mariana Greatti, proprietária da agência de turismo Echoes Tour, a dificuldade de reservas na cidade e comum durante os períodos de alta temporada, especialmente próximo aos feriados de réveillon e carnaval. “São datas em que a cidade lota de turistas. Nossa maior dificuldade e conseguir hospedagem para todo mundo. Quem deixa pra última hora corre mesmo o risco de não encontrar vaga ou de pagar bem mais caro pelo serviço”, explica.

Ainda é possível encontrar algumas vagas em agências maiores, que locam antecipadamente algumas reservas. “Já liguei praticamente na cidade inteira e não consigo encontrar vagas em hotéis. O único lugar em que encontrei foi no Hotel da Praça, mas cada diária custa em torno de R$ 750. Com sorte, achamos uma vaga outra em agências que locam estas reservas. E trabalhoso, por isso recomendo programarem antes a viagem”, completa Mariana.

De acordo com uma das coordenadoras do Bonito CVB (Bonito Convention & Visitors Bureau),  Janaína Mainchein estão sendo feitas entrevistas com gerentes de hotéis de Bonito para levantar dados sobre o turismo no município. “Ainda não temos um levantamento, uma previsão, de como está a taxa de ocupação para o réveillon, mas sabemos, pelas entrevistas que tem pouca disponibilidade de vagas nos hotéis, e que a expectativa para essa época do ano é muito boa”, disse .

A gerente do Marruá Hotel, Tania Van Der Sand, disse que a procura começou há meses. “Neste ano, especificamente, o pessoal tem se antecipado. Desde setembro que o hotel está lotado para o reveillon”. Segundo ela, a capacidade é de 120 apartamentos, com uma média de R$ 600,00 a diária. 

Busca difícil

O cenário é confirmado na Internet. Em sites de buscadores de hotéis, já não há mais vaga disponível para o ano novo na cidade. Além de hospedagem, os passeios também costumam se esgotar nas altas temporadas. “Não tem outro jeito. Quem não reservou ainda, e melhor agendar para outra data. Os passeios estão praticamente lotados. Restam poucas vagas, ainda assim, para os passeios menos procurados”, destaca a proprietária da agência de turismo Echoes Tour. 

A cidade também é destaque na realização de festas no dia da virada do ano. Entre as mais procuradas neste ano, segundo Mariana, estão a La Music, que acontece na Praia da Figueira e a Bonito Boutique.

A Secretaria de Turismo de Bonito não soube informar o número de turistas que a cidade irá abrigar nesta virada do ano, mas a expectativa é de um aumento de 50% em relação a 2014. "Muito se falou em crise neste ano, mas o turismo de Bonito teve um ano inteiro de alta temporada, por isso acredito que a tendência é aumentar este numero em 50% no fim do ano", explica Elia Cardoso, servidora cedida para a Secretaria de Turismo.  

Ainda segundo a secretaria, a prefeitura ainda não confirmou a realização de nenhum evento no dia de réveillon, mas a tradicional queima de fogos na praça central e provável que seja mantida. 

Taxa de ocupação

A procura pelo turismo em Bonito aumenta a cada mês. Em outubro, no último levantamento da Bonito CVB, a taxa de ocupação nos hotéis da cidade atingiu 64%, devido a semana do saco cheio, feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças. Em setembro, a taxa de ocupação era de 57%, em agosto 42% e em julho 60%. 

"Os gerentes de hotéis da cidade estão satisfeitos com os números dos últimos meses", destaca Janaína.  (Texto sob supervisao de Marta Ferreira)

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