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Apesar de surto, nova campanha contra febre amarela está descartada em MS

Último registro da doença no país havia ocorrido em 1942

Apesar do surto de febre amarela silvestre na região sudeste do Brasil, onde 21 mortes foram registradas até esta sexta-feira (12), apenas no estado de São Paulo, a SES (Secretaria de Estado de Saúde)  descartou a possibilidade de uma nova campanha de vacinação em Mato Grosso do Sul. 

De acordo com a SES, como Mato Grosso do Sul faz parte do grupo de 21 estados considerados endêmicos pelo Ministério da Saúde, até o momento não há necessidade de novas ações, já que o surto da doença nessas localidades não oferece risco à população do estado.

A Secretaria reforça que, para realização de uma nova campanha seria necessária uma recomendação do Ministério e que até o momento isso não ocorreu.

Segundo a secretaria, pessoas que vêm das regiões onde há registro de casos recentes da doença para Mato Grosso do Sul, devem realizar a imunização em seus estados. Conforme a SES, os estoques de vacina da doença estão normalizados e disponíveis para a população nas unidades de saúde do estado, caso seja necessário posteriormente.

Surto

Os primeiros casos da doença ocorreram ainda em outubro do ano passado, onde 10 casos foram registrados em São Paulo. Na ocasião, a Secretaria de Saúdo do estado informou que todas as pessoas infectadas moravam na região do dos parques Horto Forestal e Cantareira, região norte do município.

À época, mortes de macacos também foram registradas e o parque chegou a ser fechado. Até o momento, há registro de mortes também em Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Segundo o Instituto Adolfo Lutz, onde os testes nos animais são feitos, entre julho de 2016 e janeiro de 2018, 2.491 mortes de macacos foram registradas. Destes, 617 estavam contaminados pela febre amarela, 61,5% apenas na cidade de Campinas.

Uma lista com o nome das cidades que o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a doença pode ser consultada aqui. 

Contágio

A contaminação ocorre quando um ser humano ou um primata é picado pelo mosquito transmissor da doença, Haemagogus, para febre amarela silvestre, e Aedes aegypti, para febre amarela urbana.

O ciclo da doença ocorre da seguinte maneira: na fase inicial, há ocorrência de dores de cabeça, febre, perda de apetite, náuseas e vômito e dores musculares, principalmente na região das costas.

Na fase tóxica, os sintomas são agravados e podem ser registrados sintomas febres altas, amarelamento de pele e olhos, sangramento da boca, nariz, olhos e estômagos, vômitos, órgão como fígado e rins são comprometidos, dores abdominais e escurecimento da urina.

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