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Ações alertam sobre diabetes, que aumenta em 25 vezes risco de amputações

Dia Mundial do Diabetes é celebrado nesta terça

Pessoas com diabetes têm 25 vezes mais chances de de sofrer amputação, segundo informações da IDF (Federação Internacional de Diabetes). A entidade alerta que no Brasil há 14 milhões de pessoas que vivem com a doença. Na Capital, uma pesquisa do Ministério da Saúde diz que 8,8% dos campo-grandenses sabem do diagnóstico, o que representa quase 77 mil pessoas. Para uma doença silenciosa e com potencial de graves complicações, a Prefeitura de Campo Grande prepara ações para esta terça-feira (14), quando é celebrado o Dia Mundial do Diabetes.

Informações da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam que, dentre os 14 milhões de pessoas com Diabetes, cerca de 1 milhão de pacientes apresentarão úlceras e 200 mil precisarão passar por amputações, das quais cerca de 40 mil levam o paciente a óbito.

“Esses números são muito preocupantes. Infelizmente, ao não controlar adequadamente a glicemia (nível de açúcar no sangue) e o uso correto de medicamentos, criam-se condições para o aparecimento de complicações que afetarão sensivelmente a qualidade de vida do paciente e da sua família”, esclarece o presidente da ANAD (Associação Nacional de Atenção ao Diabetes), Dr. Fadlo Fraige Filho.

Dia Mundial do Diabetes em Campo Grande

A conscientização sobre diagnóstico precoce e prevenção da doença são importantes para evitar complicações pelo Diabetes. Na data em que é comemorado o Dia Mundial do Diabetes, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) intensifica suas ações.

A data, escolhida pela OMS (Organização Mundial de Saúde), pretende trazer para o centro do debate o crescimento no número de diagnósticos da doença na população. O tema escolhido para a campanha deste ano é: “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável”, já que no Brasil as mulheres são mais afetadas que o homem. A incidência do Diabetes na população adulta é de 9,9% entre as mulheres e 7,8% entre os homens, segundo números do Ministério da Saúde.

Com este cenário, a Sesau aproveita a data para intensificar as campanha educativas e realiza ações em unidades básicas do município.

Confira a programação

UBSF Nova Esperança
Palestra educativa aos pacientes que estiverem na recepção da unidade, das 7h às 8h

UBSF Aero Rancho
Apresentação de teatro e avaliação do pé diabético, às 7h30

UBSF Nova Lima
Palestra de prevenção e controle do diabetes aos pacientes do Hiperdia, às 7h

UBS Estrela do Sul
Atividade educativa com o grupo de hipertensos e diabéticos, avaliação do pé diabético, glicemia capilar e aferição de pressão arterial, às 7h, no Centro Comunitário Campo Novo

UBSF Jardim Seminário
Roda de conversa e orientações aos pacientes da sala de espera, às 7h

UBSF Marabá
Ação de controle e cuidados com diabetes com palestra e orientações aos pacientes diabéticos da unidade, às 7h

Programa Municipal de Prevenção e Controle de Pacientes com Diabetes

O município conta com o Programa Municipal de Prevenção e Controle de Pacientes com Diabetes, que oferece atendimento clínico, exames de laboratório, medicamentos, orientação alimentar e cuidados com pequenos ferimentos.

Na Sesau, existem 22.270 pacientes cadastrados e em acompanhamento para tratamento de diabetes nas 67 unidades básicas de saúde.

Para receber atendimento, os portadores de diabetes mellitus insulino-dependentes devem ser cadastrados no cartão SUS ou no Programa Municipal de Prevenção e Controle de Pacientes com Diabetes para receberem as tiras reagentes de medida de glicemia capilar fornecidos pela Sesau. A prescrição para o automonitoramento é feita a critério da Equipe de Saúde responsável pelo acompanhamento do usuário.

O automonitoramento da glicemia através das tiras reagentes é utilizado por 1.743 pacientes na capital. São distribuídas quantidades específicas para as aferições dentro do período de um mês. De acordo com a Sesau, do total, 619 utilizam até 60 tiras por mês, enquanto que 1134 precisam de uma quantidade maior do produto.

Os pacientes que utilizam até 60 tiras por mês retiram o material na unidade de saúde mais próxima da residência. Enquanto que os demais são atendidos no Seredi (Serviço de Referência em Diabetes), localizado no CEM (Centro Médico de Especialidades). Já as crianças são atendidas no CEI (Centro de Especialidade Infantil).

Aliado ao cuidado com o Diabetes, os pacientes diagnosticados com a doença e necessitam do automonitoramento de glicemia e são atendidos nas unidades básicas de saúde, devem necessariamente participar do Programa de Hipertensão e Diabetes (Hiperdia) para terem direito às tiras. Está é uma condição para promover uma melhor qualidade de vida ao usuário.

A medição periódica da glicemia nestes pacientes é importante para verificar se há episódios de hipo (baixa) ou hiper (alta) glicemia. Desta forma, ele pode ajustar a alimentação e a medicação, que nestes casos é a insulina de ação rápida, e ainda promove o autocuidado.

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