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Em nota, Zeca do PT 'desafia' dono da JBS a provar pagamento de propinas

Detalhes da delação foram revelados hoje

Citado em delação do dono da JBS, Wesley Batista, como um dos integrantes do suposto esquema de recebimento de propina em troca de benefícios fiscais, Zeca do PT se manifestou apenas com nota oficial sobre o caso. O ex-governador e atual deputado federal conta que nunca pediu ou soube de propina vinda da JBS e que todas as revelações feitas em depoimentos precisam ser provadas.

Na nota, encaminhada na tarde desta sexta-feira (19), após a reportagem tentar falar com o deputado, Zeca diz que “não tem o menor temor da alardeada delação”. Ele afirma que além de nunca pedir propina, não tomou conhecimento de alguém que tenha pedido vantagens financeiras em seu nome.

“Resta desafiado que seja apresentado qualquer prova ou indício do fato aludido na referida delação”.

Por fim, o deputado diz que confia no poder judiciário para que verdadeiras imputações sejam distinguidas e que os empresários não obtenham “benefício com uso indevido da delação premiada”. 

A delação

No termo de declaração, Wesley Batista revela que o suposto esquema de pagamento de propina em troca de incentivos fiscais em Mato Grosso do Sul começou no governo Zeca do PT e esteve vigente até o final do ano passado, já na gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB). Em espécie, Puccinelli teria recebido R$ 30 milhões, e levado mais R$ 60 milhões via ‘doleiro’.

Wesley revela na delação que que o esquema era operado por Joesley na época do governo Zeca, que cobrava 20% do valor do benefício de redução do ICMS, tendo como contrapartida o pagamento de propina. “Como este fato é de 2003, não temos mais o registro de quanto foi pago, nem a forma como foi pago”, diz.

Entretanto, o empresário cita que em 2010, enquanto candidato a deputado, Zeca teria pego R$ 3 milhões de Joesley para campanha, sendo R$ 1 milhão em doação oficial e R$ 2 milhões em espécie, no escritório da empresa em São Paulo.

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