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Tavares diz que deixa Secretaria de Saúde por motivo particular

Carlos Coimbra deve substituir Tavares

À frente da SES (Secretaria de Estado de Saúde) desde o início do governo Reinaldo Azambuja (PSDB), Nelson Tavares deixa o comando da pasta nesta quarta-feira (6). De acordo com Tavares que convocou a imprensa para coletiva há pouco, a decisão é pessoal e foi tomada há aproximadamente dois meses.

O Jornal Midiamax já havia adiantado nesta manhã que Tavares deixaria o comando da Saúde. Oficialmente de férias até o dia 18 de dezembro, ele retornaria ao trabalho no dia 19, mas a exoneração, a pedido, deve ser publicada em Diário Oficial nesta quinta-feira.

Tavares, que é médico cardiologista e agora volta ao trabalho no Hospital Universitário, negou que o pedido para deixar o primeiro escalão tucano tenha relação com ação civil pública de improbidade administrativa que tramita no judiciário. Na ação, o MPE (Ministério Público Estadual) afirma que o Estado deixou de investir pouco mais de R$ 15 milhões no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de várias doenças, entre elas a dengue.

“Foi decisão que tomei há dois meses, por questões privadas. Tenho muito orgulho de desempenho da secretaria no combate à dengue”, afirmou o secretário.

Tavares também negou que tenha intenções de concorrer às eleições no próximo ano. A comunicação da saída seria feita amanhã ao governador Reinaldo, mas em razão da informação ter sido vazada, Tavares decidiu pedir exoneração hoje.

Em relação ao novo titular da SES, que segundo apurou o Jornal Midiamax provavelmente será Carlos Coimbra, gerente administrativo do Hospital Rosa Pedrossian e ex-diretor-presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Tavares diz que não indicou substituto.

“É uma decisão do governador, não sei quem será colocado e não participei do processo de escolha, mas acredito que o sucessor vai manter os projetos que eu tocava na secretaria”, completou.

Em rápido balanço dos quase três anos no comando da SES, Tavares lembrou da Caravana da Saúde, que atendeu 60 mil pessoas que esperavam por cirurgia. Nova edição da caravana, voltada para alunos de escolas e saúde da mulher, seria realizada este ano, mas não aconteceu.

Licitações já estariam prontas para que o projeto seja realizado em 2018, de acordo com Nelson Tavares. 

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