Com reforma, Governo pretende reduzir 41% do rombo da Previdência

Governador apresenta proposta a deputados

A proposta apresentada nesta terça-feira (31) pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) aos deputados estaduais prevê que com aumento da alíquota da contribuição previdenciária, o rombo mensal milionário da Previdência Estadual diminua 41%.

De acordo com números apresentados pelo Governo, atualmente o déficit previdenciário mensal é de R$ 83,7 milhões. Se houver aprovação da reforma, a projeção é que o rombo caia para R$ 48,6 milhões, número 41% menor.

Atualmente, com o recolhimento de 11% de servidores e 22% da classe patronal, são arrecadados R$ 128,6 milhões em média ao mês para o Governo. No entanto, o déficit se dá por conta da folha de pagamento ser R$ 212,3 milhões em média. Esses são os números de todos os poderes no mês de setembro.

Caso a mudança ocorra, com as novas alíquotas, 14% para servidores e 28% para classe patronal, a arrecadação passaria para R$ 163,6 milhões em média, fazendo com que a capacidade de quitação da folha de pagamento melhorasse.

A apresentação dos detalhes da reforma por parte da equipe do Governo acontece a portas fechadas. Além do presidente da Assembleia, Junior Mochi (PSDB), outros deputados participam da reunião.

Repercussão

Assim que o anúncio do aumento da alíquota foi feito pela equipe do Governo nesta manhã, sindicalistas se mobilizaram em críticas à reforma. A maioria afirma que não houve diálogo com servidores e pedem para que deputados não aprovem o projeto, que será encaminhado hoje à Assembleia.

Integrante do Fórum de Servidores, o tenente Tiago Marques, que representa associação de subtenentes, afirma que ofício já foi protocolado nesta terça para que o presidente da Assembleia receba os servidores.

“Recebi essa proposta com indignação e surpresa. É um pacote de maldades que anula o reajuste que os servidores tiveram porque o aumento doa contribuição será maior do que o reajuste salarial”, afirma o sindicalista.

Por outro lado, assessoria do Governo afirma que o aumento das alíquotas proposto está baseado em determinação do presidente Michel Temer (PMDB), que deu aval aos governadores para reformas previdenciárias estaduais.

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