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Levado coercitivamente, André Cance deixa sede da PF em silêncio

Ele e mais cinco foram levados coercitivamente

Conduzido coercitivamente para a sede da Polícia Federal na manhã deste terça-feira (14), no âmbito da operação Papiros de Lama, o ex-titular da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), André Luiz Cance, deixou o prédio há pouco. Ele e o advogado mantiveram silêncio e não falaram com a imprensa.

Cance permaneceu na sede da PF até cerca de 13 horas, ele prestou depoimento à força-tarefa composta pelos policiais, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal.

Na saída do prédio, Cance foi questionado pela reportagem se fará delação premiada, a exemplo de Ivanildo Cunha, apontado como operador do esquema liderado supostamente pelo ex-governador André Puccinelli (PMDB). Cance e o advogado não falaram. 

Além de Cance, foram levados coercitivamente para a PF os empresários João Amorim, João Baird, Mirched Jafar Jr, Antonio Cortez e João Maurício Cance.

Operação

A Papiros de Lama é fruto da delação premiada feita pelo pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda, ex-operador do suposto esquema de propinas de Puccinelli entre os anos de 2006 a 2013.

Ele procurou a PF em agosto passado e aliado aos seus depoimentos, perícias, documentos e provas coletadas nas outras quatro fases da Lama Asfáltica, os agentes conseguiram comprovar desvios de R$ 85 milhões, somente na Papiros de Lama. Em toda a Operação, desde 2015, o dinheiro desviado de recursos públicos ultrapassa R$ 235 milhões.

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