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'Os iguais se atraem', ataca Bernal sobre aliança entre Zeca do PT e Nelsinho

Para progressista, população não vai aceitar dobradinha

O ex-prefeito Alcides Bernal (PP), 50 anos (completados ontem), criticou a possível aliança entre o deputado federal Zeca do PT e Nelsinho Trad (PTB) na disputa pelo Senado em 2018. Para ele, a população não vai aceitar uma aliança motivada apenas por interesse eleitoral. “Os iguais se atraem. Eles são muito parecidos”, afirmou ao Midiamax, neste sábado (15).

É a primeira vez, desde outubro do ano passado, que Bernal critica publicamente o também ex-prefeito Nelsinho. No segundo turno, o progressista apoiou a eleição de Marquinhos Trad, irmão de Nelsinho.

“Pega muito mal essa aliança. O povo não vai entender como pessoas tão antagonistas estão juntas”, continuou o progressista. “Mas eu acho bom porque já mostra quem são”.

Ele avaliou ainda que a rejeição de Nelsinho Trad e Zeca do PT são muito altas. Nelsinho Trad já foi filiado ao PMDB, partido que fazia oposição ao governo Zeca em Mato Grosso do Sul.

A intenção de fazer uma dobradinha com Nelsinho Trad (PTB) em 2018, com ambos disputando o Senado, foi revelada pelo próprio ex-governador petista. Nas eleições do próximo ano serão preenchidas duas vagas para senador por Mato Grosso do Sul. O ex-prefeito foi procurado várias vezes para falar sobre o assunto, mas preferiu não se pronunciar. 

Bernal poderá ser adversário de Nelsinho e Zeca na disputa por uma das cadeiras no Senado. Ele afirmou que quer disputar uma vaga no Congresso Nacional nas eleições de 2018. “Os partidos são congressuais. Há um pedido do diretório nacional para priorizar a eleição de deputado federal e senador”, disse.

Em relação ao Senado, Bernal avaliou que os três senadores por Mato Grosso do Sul (Simone Tebet, Waldemar Moka e Pedro Chaves) já cumpriram o seu papel e que o momento é de renovação.

Apesar de destacar que quer muito representar o estado em Brasília, ele ponderou que as definições das candidaturas só serão tomadas em meados do próximo ano.

Presidente regional do Partido Progressista, ele disse ainda não crer que a legenda tenha recursos financeiros para disputar a cadeira de governador em 2018, mas não descarta a hipótese de o PP lançar candidato para o cargo. 

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