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Guarda expulso denuncia colegas por suposta ilegalidade em curso de tiro

Ele ainda tenta retornar à corporação

Expulso da Guarda Municipal por responder por assassinato de um rapaz, Fábio Augusto da Silva Souza denunciou ao MPE-MS (Ministério Público Estadual) possível irregularidade no curso de tiro da corporação. Ele cita dois nomes de guardas que respondem ações criminais e, mesmo assim, seguem atuando.

A denúncia, feita em junho deste ano, também cita que Fábio foi demitido durante tratamento de saúde e sem condenação na ação que responde pelo assassinato. Afirma ter diálogos e áudios que comprovam perseguição política, velada e assédio moral que, segundo ele, assolam a Guarda Municipal”. Embora tenha solicitado sigilo, o processo segue em aberto no MPE-MS.

Conforme os autos, o primeiro caso citado na denúncia trata de guarda que responde por homicídio culposo por ter atropelado e mato um homem em maio de 2012 em Campo Grande. O segundo aponta pessoa processada por abuso de poder dentro da própria Guarda Municipal.

Caso

No dia 20 de julho de 2016, Fábio e outros dois guardas exonerados pela Prefeitura por ‘incontinência pública e conduta escandalosa’. Isso porque em outubro de 2015 eles teriam cometido assassinato de Felipe Cardoso da Silva, de 23 anos, com três tiros no pescoço no Bairro Aero Rancho.

Contudo, em 27 de dezembro passado, conseguiram voltar à corporação após pedido de reconsideração da decisão em via administrativa. No dia 17 de janeiro deste ano o prefeito Marquinhos Trad (PSD) anulou o decreto que havia tornado as demissões sem efeito. Fábio ainda move ação na Justiça para conseguir voltar à Guarda, mas até o momento não obteve sucesso.

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