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Ex-governador chama correligionários como testemunhas de defesa

Ação apura adesivagem irregular de ônibus

O ex-governador do Estado, André Puccinelli (PMDB) arrolou ex-prefeito, prefeitos e empresários para serem suas testemunhas na ação que pede ressarcimento aos cofres públicos por adesivagem supostamente irregular de ônibus escolares. Na semana passada o juiz Alexandre Antunes deferiu pedido para realização de oitivas.

Puccinelli, além de ser denunciado, também vai prestar depoimento a pedido do MPE-MS (Ministério Público Estadual), responsável por ajuizar o processo que pede devolução de R$ 106 mil ao erário do Estado. O peemedebista, então, arrolou o ex-prefeito de São Gabriel do Oeste Adão Rolim (PR).

Além dos atuais prefeitos de Maracaju e Nova Alvorada do Sul, Maurílio Azambuja (PMDB) e Arlei Barbosa (PMDB), respectivamente. Os empresários Wilson Moralles e Rubens Rossi também foram colocados na lista de testemunhas. Eles são responsáveis pelas empresas que elaboraram e confeccionaram os adesivos.

De acordo com a defesa, “os prefeitos poderão se manifestar sobre a cessão dos ônibus pelo Estado de Mato Groso do Sul aos municípios, inclusive com relação ao então estado dos adesivos e identificações dos veículos”. Já as outras testemunhas “poderão se manifestar sobre a contratação e a efetiva adesivagem dos ônibus, inclusive com relação às soluções implementadas”.

Caso

Além do ex-governador, foram denunciadas a ex-secretária de Educação Nilene Badeca e ex-subsecretaria de Comunicação Guimar Archondo. Eles são acusados de terem adesivado 300 ônibus escolares com emblema da gestão de Puccinelli, sendo que a verba usada para compra dos veículos foi federal no programa ‘Caminhos da Escola’. O custo pelo trabalho foi de cerca de R$ 106 mil, total que o MPE-MS quer que seja ressarcido aos cofres públicos pelos envolvidos.

 

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