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Defesa ainda estuda pedido de liberdade de Puccinelli e filho, presos em operação

Ex-governador e filho foram presos preventivamente

Advogado que representa o ex-governador André Puccinelli e o filho dele, André Puccinelli Júnior, Renê Siufi, falou há pouco que ainda estuda o mandado de prisão dos dois para que habeas corpus seja impetrado na Justiça. Os dois foram presos preventivamente na Operação Papiros de Lama. 

Siufi deixou a sede da PF por volta de 13h30 desta terça-feira (14). Ele afirmou que o pedido de prisão da força-tarefa, aceito pela 3ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande, tem 80 páginas. “Vou ler tudo para entrar com o pedido de liberdade”, disse.

Em relação ao depoimento de Puccinelli, o defensor afirmou que os questionamentos da Polícia Federal foram baseados em delação de Ivanildo Cunha, empresário, pecuarista e apontado como operador do ex-governador em esquema supostamente criminoso.

“Depoimento foi tranquilo, mas não tem nada de novo, é tudo história repetida”, disse Siufi, ressaltando que a delação traz a informação de que Puccinelli recebia propina, informação que já constava na delação de executivos da JBS, que comprometeram o ex-governador anteriormente.

Em tom de ironia, o advogado disse que o ex-governador seria cobrado por ele caso tenha recebido propina depois de deixar o Governo de Mato Grosso do Sul. 

Operação

A Papiros de Lama é fruto da delação premiada feita pelo pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda, ex-operador do suposto esquema de propinas de Puccinelli entre os anos de 2006 a 2013.

Ele procurou a PF em agosto passado e aliado aos seus depoimentos, perícias, documentos e provas coletadas nas outras quatro fases da Lama Asfáltica, os agentes conseguiram comprovar desvios de R$ 85 milhões, somente na Papiros de Lama. Em toda a Operação, desde 2015, o dinheiro desviado de recursos públicos ultrapassa R$ 235 milhões.

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