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'Por conta dos deputados', diz Temer sobre denúncia que pode afastá-lo do cargo

Também ressaltou boa relação com Rodrigo Maia

Após o término do evento que motivou sua vinda a Mato Grosso do Sul, o presidente da República Michel Temer (PMDB) disse que sua relação com o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) está ‘tranquila’. O chefe do Executivo foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) pelos crimes de obstrução à Justiça e organização criminosa e, sobre o assunto, afirmou que 'está nas mãos da Câmara dos Deputados', sem mais delongas.

Na última quarta-feira (18) relatório pelo arquivamento da denúncia, elaborado pelo deputado federal Bonácio Andrada (PSDB-MG), foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da referida Casa de Leis por 39 a 26 votos. Agora, a previsão é de que a votação em plenário seja feita entre quarta-feira (24) e quinta-feira (25).

Sendo assim, na prática, os 513 parlamentares vão decidir se o STF (Supremo Tribunal Federal) deve ou não julgar o caso. Esta pode ser a segunda denúncia contra o presidente ‘enterrada’ pela Câmara Federal.

Por isso a relação entre Temer e Maia está sob holofotes nas últimas semanas. Conforme o presidente disse após do II Encontro Carta Caiman, “é uma relação de muito respeito, respeito institucional. Você sabe que o Rodrigo exerce suas funções com grande probidade, baseado na Constituição e no regimento interno da Câmara dos Deputados. É um verdadeiro magistrado em todas as questões, pelo menos algumas de natureza política. Agora, nas questões que dizem interesse ao País, ele tem sido um colaborador extraordinário com nosso governo", afirmou.

"Não há um ato qualquer que seja, digamos, prejudicial ao governo. Ao contrário, em todos os momentos, ele age para fazer aprovar aquelas matérias que apresentamos e que são de interesse do País. É um homem vocacionado para a vida pública", acrescentou. 

Embora tenha ressaltado a relação saudável que mantém com o dirigente da Câmara, evitou opinar sobre o resultado da votação que está prestes a ocorre. "Isso vou deixar por conta da Câmara dos Deputados".  Para que a denúncia seja levada ao STF é necessário que 342 deputados votam contra o relatório que pede arquivamento. Caso isso ocorra, a análise será feita por 11 ministros da Corte.

Se o Supremo também aceitar a denúncia, o peemedebista se torna réu e fica afastado por 180 do cargo e quem assume interinamente o comando do País, na ausência de vice-presidente, é Rodrigo Maia. Depois de todo o processo, na hipótese de condenação, o presidente pode ser preso e até perder o mandato. (Com informações do Jornal Estadão).

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