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Confira os nomes e condições aos implicados na Papiros de Lama

PF pediu prisão para todos, mas juiz federal negou

  • André Puccinelli sendo levado à PF (Cleber Gellio/Midiamax)
  • André Cance na PF (Cleber Gellio/Midiamax)
  • João Baird na PF (Cleber Gellio/Midiamax)
  • João Amorim na PF (Cleber Gellio/Midiamax)

Deflagrada na manhã desta terça-feira (14), a 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, intitulada Papiros de Lama, resultou na prisão de quatro pessoas, além da condução coercitiva de outras seis, incluindo políticos e empresários. Também foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão. Inicialmente o pedido foi de prisão preventiva para os 10 implicados, porém a Justiça Federal negou, somente impôs condições. Confira a lista de nomes dos implicados:

 - André Puccinelli e André Puccinelli Júnior: ex-governador do Estado e seu filho advogado, presos preventivamente, ou seja, sem data para expirar a prisão.

- João Paulo Calves e Jodascil Gonçalves Lopes: ambos advogados do Instituto Ícone, presos temporariamente, ou seja, por até cinco dias, podendo ser renovada por mais cinco.

- André Luiz Cance ex-secretário de Estado de Fazenda, os empresários João Amorim e João Baird, o dono da gráfica Alvorada Mirched Jafar Júnior, dono da PSG Antônio Cortez e o engenheiro João Maurício Cance: todos foram conduzidos coercitivamente à sede da Polícia Federal para prestar depoimento.

Condições

Inicialmente a Polícia Federal pediu prisão preventiva de todos os nomes citados, mas houve negativa por parte do juiz federal Fábio Luparelli Magajewski. Por outro lado, os que não foram presos, não podem sair da cidade por mais de 10 dias sem autorização judicial, não podem sair de casa após às 21 horas, devem comparecer mensalmente à Justiça, caso contrário terão preventiva decretada.

Operação

A Papiros de Lama é fruto da delação premiada feita pelo pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda, ex-operador do suposto esquema de propinas de Puccinelli entre os anos de 2006 a 2013. Ele procurou a PF em agosto passado e aliado aos seus depoimentos, perícias, documentos e provas coletadas nas outras quatro fases da Lama Asfáltica, os agentes conseguiram comprovar desvios de R$ 85 milhões, somente na Papiros de Lama.  Em toda a Operação, desde 2015, o dinheiro desviado de recursos públicos ultrapassa R$ 235 milhões.

 

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