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Citado por sócio da JBS, André diz não ter conhecimento e não comenta

Joesley fala em esquema em 3 governos

O ex-governador de Mato Grosso do Sul André Puccinelli (PMDB), não vai se pronunciar sobre seu envolvimento em mais um escândalo. Alvo na semana passada de condução coercitiva, durante a Operação Máquinas de Lama, o peemedebista agora foi citado na delação premiada de Wesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, que tem presença forte em Mato Grosso do Sul.

Segundo o conteúdo liberado hoje pelo STF (Supremo Tribunal Federal), um capítulo inteiro é dedicado a Mato Grosso do Sul e cita a existência em três administrações d de um esquema de propina com a JBS, em troca de redução na carga tributária cobrada do grupo, dono de 7 frigoríficos só de carne bovina no Estado.

Conforme o que Wesley Batista afirmou, esse esquema teria começado quando Zeca do PT foi eleito, em 1999, e prosseguido nos governos posteriores, de André Puccinelli e Reinaldo Azambuja.


Procurada, a assessoria de Puccinelli informou que ele não tem conhecimento do assunto e portanto não vai se pronunciar a respeito. 

Máquinas de Lama

No dia 11 de maio, Puccinelli foi levado coercitivamente para depor à Polícia Federal, na 4ª fase da Operação Lama Asfática, que investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro de obras públicas nas administrações de Puccinelli. Ele também teve de usar tornozoleira eletrônica, por determinação da Justiça Federal, além de ter sido determinada fiança de R$ 1 milhão.

Nesta semana, André Puccinelli conseguiu liminar mandando retirar a tornozeleira e permitindo que a fiança de R$ 1 milhão saísse dos valores que ele tem bloqueado pela Justiça como parte das ações da Operação. No caso da Máquinas de Lama, as suspeitas envolvem um montante de R$ 150 milhões em operações irregulares.

 

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