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'Chefe' de esquema de corrupção da Carne Fraca diz que beneficiou PMDB

Quatro deputados do partido receberam propina de esquema, diz

O ex-superintendente do Ministério de Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, disse à PGR (Procuradoria-Geral da República) que o esquema de corrupção investigado na Operação Carne Fraca serviu para abastecer a campanha de deputados federais do PMDB.

Entre os peemedebistas apontados por Gonçalves Filho, estão o ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio e os deputados Hermes Parcianello, João Arruda e Sergio Souza. Eles negam terem cometido quaisquer irregularidades.

Um documento apresentado pelo ex-superintendente mostra uma indicação para que assumisse a Superintendência no Paraná. O documento foi assinado pelos quatro membros do PMDB, e encaminhado em 2015 à então ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB).

O pedido foi atendido e Gonçalves Filho voltou ao cargo de superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná. Ele negocia uma delação premiada com a Justiça, e é apontado pelo juiz federal Marcos Josegrei como "líder e principal articulador do bando criminoso" investigado pela Carne Fraca.

Todos os quatro deputados, Serraglio, Parcianello, Arruda e Souza, são da bancada do PMDB do Paraná. Em uma conversa telefônica grampeada pela Polícia Federal, o ex-ministro Osmar Serraglio chama Gonçalves Filho de "grande chefe".

Gonçalves Filho é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de organização criminosa, corrupção passiva privilegiada, prevaricação, concussão e violação de sigilo profissional, tudo no âmbito da Carne Fraca.

A Operação Carne Fraca, divulgada em março, é a maior investigação da história da Polícia Federal. A investigação apura crimes de corrupção de fiscais agropecuários que atuam em frigoríficos, tendo atingido empresas de grande porte, como a JBS e a BRF.

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