Você está aqui

Na Capital, poucos políticos ‘ousam’ aparecer em protesto contra reformas

Deputados esperam que greve sensibilize parlamentares

  • Vander disse que protestos são os maiores do país nos últimos tempos (Fotos: Cleber Gellio)
  • Ayache cobrou mais diálogo de deputados com população
  • Zeca espera mudanças na análise dos projetos de reforma no Senado

Com praticamente todos as legendas implicados em denúncias de corrupção, e o avanço das reformas que retiram direitos trabalhistas, poucos políticos ousam aparecer nos protestos desta sexta-feira (28). Segundo os organizadores, há 50 mil pessoas nas ruas da Capital e aproximadamente 6 quadras da Avenida Afonso Pena estão ocupadas por manifestantes.

O deputado estadual Amarildo Cruz (PT) esperava uma adesão maior da população. “Não vejo quem não será penalizado (com as reformas). As pessoas não sentem agora, mas vão sentir futuramente”, frisou.

Para o ex-governador e deputado federal Zeca do PT as manifestações desta sexta-feira (28) podem sensibilizar senadores na análise da reforma trabalhista, já aprovada na Câmara Federal.

Zeca acredita que o resultado da reforma trabalhista é uma prova que o governo de Michel Temer teve que não vai conseguir aprovar a reforma da previdência na Câmara.

“Acho que as reformas não vão passar por causa da pressão popular. Quem pediu o impeachment está tomando consciência do que está acontecendo”, destacou o também deputado federal pelo PT, Vander Loubet.

Ex-candidato ao senado pelo PT e hoje filiado ao PSB, o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, defendeu as manifestações e cobrou dos deputados um contato com as reivindicações da população. “O Brasil é sim dos sindicatos e dos trabalhadores brasileiros. Ou o diálogo é aberto (com parlamentares) ou vamos tirá-los, porque o mandato é do povo”, disparou.

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) disse que está morando há 35 anos morando na Capital e que nunca viu uma manifestação desse porte. “Nem quando os golpistas saíram as ruas para tirar a Dilma”, frisou. Para o pedetista, a a base do governo Temer está com medo da reação do eleitor na análise das reformas, em virtude do pleito de 2018. 

O presidente estadual do PT, Antônio Carlos Biffi, e o deputado estadual petista Pedro Kemp, também estão entre os manifestantes. 

(matéria editada às 11h para acréscimo de informação)

Tópicos