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Na Vila Margarida, traficante usava 'aviãozinho' de 16 anos para intermediar vendas

No Aero Rancho, traficante guardava droga na casa dos pais

Dois traficantes, de 22 e 32 anos, foram presos nesta quinta-feira (18) após campana policial dos bairros Aero Rancho e Vila Margarida, em Campo Grande. Os envolvidos negam os crimes e os 'clientes' iam da classe baixa à alta. Na região Norte, um adolescente de 16 anos intermediava as vendas.

Wagner Pereira de Souza, de 22 anos, vulgo “Passarinho” foi preso por volta das 15h, de ontem, na casa dos pais, no Bairro Aero Rancho. Após denúncia anônima, a equipe foi até o local e aguardou o momento em que um ‘cliente’ comprou uma porção de pasta base.

O suspeito foi abordado e dentro da casa, próximo ao tanque, os policiais encontraram 233 papelotes de pasta base. Wagner já havia sido preso por tráfico de drogas, e responde receptação e furto.

Aos policiais disse que comprou 100 gramas de pasta base fracionou e vendida cada papelote por R$5. Comércio era realizado há cerca de um mês.

O delegado João Paulo Sartori, da Denar (Delegacia Especializada de Combate ao Narcotráfico), disse que o perfil dos compradores, era de pessoas de baixa renda, inclusive, pessoas que realizavam furtos para trocar por droga.

À imprensa, Wagner negou a propriedade da droga e comércio.

A segunda prisão ocorreu horas depois, por volta das 17h, na Rua Amadeu da Luz, na Vila Margarida. O suspeito Bruno Ramos Pinto, 32 anos, conhecido como “Zumbi” também negociava droga, quando foi flagrado pelos policiais, que estavam em campana.

Na casa, os investigadores encontraram no bolso de jaqueta de um casaco, cerca de 18 porções de maconha.

A venda da droga era intermediada por um adolescente de 16 anos, que já havia sido visto na rua, na companhia de Bruno. Com o menor, a polícia encontrou mais 18 papelotes. De acordo com Sartori, os clientes chegavam primeiro no adolescente.

O Bruno já tinha um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de São Paulo por roubo. À imprensa, Bruno disse que a droga era para o uso próprio.

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