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Sejusp é contra mudança da ação que achou arma de brinquedo com índios para âmbito federal

MPF solicitou transferência

A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) se manifestou contrária à solicitação feita pelo MPF (pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul) para que as ações da operação policial Caarapó I, que apreendeu armas de brinquedo em comunidades indígenas, sejam conduzidas no âmbito Federal de Dourados.

Responsável pela Operação, a Secretaria reitera que o local onde ocorreram as buscas não fazem parte do território das aldeias indígenas, mas sim de áreas sob a jurisdição do Estado, cujos crimes em investigação são todos de competência da Justiça Estadual. A nota ressalta que o foco da Operação Caarapó I, devidamente acompanhada de mandados expedidos pela Justiça Estadual, foram os barracos e casas instalados nas fazendas invadidas, e não houve qualquer forma de desrespeito a nenhum índio.

Além das armas de brinquedo apreendidas, um (coldre) que pertencia a um dos policiais militares foi recuperado. O objeto teria sido furtado no dia do roubo das armas e dos objetos, durante as invasões das propriedades rurais da cidade de Caarapó que ocorreram no ano de 2016.

De acordo com a nota da Sejusp, não houve ato degradante contra os índios, tendo em vista, a falta de registro formal por parte da comunidade à polícia, tampouco aos órgãos ligados aos povos indígenas (SESAI, FUNAI ou MPF).

Ainda conforme a manifestação divulgada nesta sexta-feira, a informação veiculada pelo MPF de que crianças, mulheres ou idosos fugiram para a mata devido a agressividade da Operação, é inverídica, tanto que não houve nenhuma manifestação contrária dos indígenas à a força tarefa no cumprimento dos mandados, de modo que nenhum disparo de arma de fogo letal e não letal foram efetuados e nenhum índio foi preso ou destratado.

ÍNDIOS ESTAVAM AVISADOS

Ainda em nota, a Sejusp afirma que a comunidade foi avisada antes da Operação Caarapó I acontecer. A Secretaria acredita que ocorreu vazamento da operação e que os moradores da área tiveram informações privilegiadas, uma vez que não foram encontradas as armas roubadas das fazendas invadidas e nos locais invadidos foram encontradas apenas mulheres e crianças, numa demonstração evidente que os “Guerreiros” foram avisados e não estavam nos locais invadidos.

Ainda foram encontradas várias cápsulas de munições deflagradas, foram retiradas várias fotos de que ocorreram disparos de armas dentro da casa da sede de uma propriedade rural, e que tais locais estavam ocupados pelos indígenas.

Por fim, pontua que a Sejusp não irá prevaricar independente dos crimes serem praticados por índios ou não índios.

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