Você está aqui

Polícia confronta versão de PRF e amigos de Adriano em reconstituição

Oito ruas da região central foram interditadas

  • Oito ruas na região central da cidade foram fechadas para a reconstituição da morte do empresário (Cleber Gellio)
  • Reconstituição demorou 3 horas (Cleber Gellio)

Com mais de 3 horas de reconstituição, a polícia confrontou na manhã desta quarta-feira (11), a versão do PRF (Polícia Rodoviária Federal), Ricardo Hyun Su Moon, do amigo do empresário, Agnaldo Espinosa, e do adolescente que estavam no carro no dia do assassinato.

Para cada versão foi feita uma simulação do que teria ocorrido, no dia 31 de dezembro, que terminou com a morte do empresário Adriano Correia, de 33 anos. A reconstituição começou por volta das 5h15 desta quarta-feira (11) e durou aproximadamente de 3 horas.

Um raio de aproximadamente 300 metros do local onde aconteceu o crime foi fechado pela polícia.  A interdição aconteceu desde a Avenida Afonso Pena até a Rua Ernesto Geisel, a Rua 26 de Agosto entre a Rua Rui Barbosa e Anhanduí também foram interditadas. A polícia ainda não passou informações sobre a reconstituição do assassinato.

Relembre o caso

No sábado (31) de dezembro, o policial Ricardo Hyun Su Moon foi preso após matar Adriano a tiros. O caso aconteceu na Avenida Ernesto Geisel, nas proximidades da Rua 26 de Agosto. O crime teria começado com uma briga de trânsito.

Conforme o relato do policial, Adriano conduzia a camionete Hilux quando teria ‘fechado’ o policial, que seguia em uma Pajero. A partir daí, ainda segundo o relato do policial, ele teria feito abordagem aos ocupantes da Hilux, que não teriam parado.

Segundo relato de testemunhas, o policial desceu e parou na frente da camionete. Ele alegou que Adriano tentou jogar o veículo contra ele, quando atirou. O PRF teria efetuado ao todo sete disparos, atingindo o motorista no tórax, além de ferir o passageiro nas pernas.

Adriano morreu no local e, perdendo o controle da direção da Hilux, ainda atingiu um poste, que caiu sobre o carro. As outras vítimas foram socorridas e levadas para a Santa Casa de Campo Grande. O policial não foi preso no local e se apresentou na delegacia, conduta que teria sido falha dos policiais militares que estiveram na ocorrência e é investigada.

Ricardo chegou a ser solto pela Justiça, mas foi preso novamente após entendimento de que ele teria mentido no depoimento, alterando a cena do crime.

Tópicos