Polícia Federal, Receita e CGU fecham cerco contra João Amorim na Capital

Polícia faz apreensões na casa de empreiteiro do Aquário do Pantanal 

  • PRF na casa de João Amorim, em Campo Grande
  • PRF na casa de Edson Giroto, segundo informação de leitores
  • PRF na Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos)

A Polícia Federal, Receita Federal e CGU (Controladoria-Geral da União) realizam nesta quinta-feira (9) a Operação Lama Asfáltica, que cumpre 19 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, visando obter detalhes de contratos com um dos maiores empreiteiros do Estado, João Alberto Krampe Amorim dos Santos.

Desde as 6 horas, policiais estão trancados com João Amorim na sua casa, no Bairro Vila Vendas, realizando busca de documentos. Segundo as primeiras informações, há viaturas também na empresa Proteco Engenharia (de João Amorim). Leitores enviaram uma foto e informaram que também há uma viatura na casa de Edson Giroto, ex-secretário de obras e atual diretor no Dnit. Giroto, entretanto, não atende as ligações da reportagem.

Outros policiais fazem buscas na Secretaria de Obras do governo, onde quatro servidores foram afastados, dos quais três são efetivos e um estava no programa de demissão voluntária, mas continuava prestando serviços. De acordo com o secretário de Governo Eduardo Riedel, a secretaria está fornecendo os dados solicitados e os servidores ficarão afastados preventivamente por 60 dias para as investigações.

Gestão Puccinelli

De acordo com o secretário de Governo, os contratos são referentes a 2014, da gestão do ex-governador André Puccinelli. “Todos os contratos foram cumpridos. Assim que assumimos tomamos ciência dos contratos, conversamos com os empreiteiros e fizemos novas licitações para seguir com as obras”.

Porém no site da transparência do governo, a informação é de que somente em 2015 o Estado ainda tinha 11 contratos firmados com a Proteco Engenharia, num total de R$ 61.234.580,31. Desses, quatro ainda estão vigentes.

A Prefeitura de Campo Grande também mantém contratos de tapa-buraco com a empreiteira.

Operação Lama Asfáltica

De acordo com a Polícia Federal, a operação tem o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em desviar recursos públicos, inclusive federais, por meio de fraudes a licitações, contratos administrativos e superfaturamento em obras públicas. Os prejuízos somam, aproximadamente, 11 milhões de reais, de um montante fiscalizado de 45 milhões de reais. A organização criminosa atua no ramo de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza urbana.

As investigações, iniciadas em 2013, apontaram para a existência de um grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturam obras contratadas com a administração pública, mediante a prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos. Foram identificadas vultuosas doações de campanhas à candidatura de um dos principais envolvidos.

Fiscalizações realizadas pela CGU e perícias efetuadas pela PF comprovam a existência de diversas irregularidades em obras executadas por empresas do grupo, através de fraudes na execução dos contratos. Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e quatro ordens de afastamentos de servidores estaduais, expedidas pela 5a Vara Federal de Campo Grande. Tais mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em um órgão público estadual, empresas que têm contratos com o poder público e em residências dos envolvidos.

Cerca de 80 policiais federais, 13 servidores da CGU e 25 da Receita Federal participam da execução da Operação Lama Asfáltica, que ocorre em Campo Grande. 

(Matéria editada para correção de informações). 

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