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Morto e carbonizado no Jardim Noroeste teria participado de execução filmada

Polícia aponta uma disputa de facções

  • Leandro foi assassinado e carbonizado (Foto: Arlindo Florentino)
  • Luciano é procurado pela polícia (Foto: Arlindo Florentino)
  • Tinga foi preso pela morte de Leandro (Foto: Arlindo Florentino)

Leandro de Oliveira, de 26 anos, seria o nome do rapaz encontrado morto e carbonizado no aterro sanitário de Campo Grande, no Jardim Noroeste, no dia 27 de fevereiro. Leandro seria um dos rapazes que participou da execução filmada de Richard Alexandre Lianho, de 25 anos, no dia 15 de fevereiro.

O delegado Geraldo Marim, da 3ª Delegacia de Polícia Civil, confirmou em coletiva de imprensa que a principal suspeita é que se trate de Leandro o rapaz encontrado morto e carbonizado. Com o SIG/DPC (Setor de Investigações Gerais), equipes prenderam um dos autores da morte de Leandro em uma casa no Jardim Noroeste, próximo ao local onde ocorreu homicídio.

Tiago Maurício de Andrade, de 27 anos, o ‘Tinga’, foi preso e confessou o crime. Ele revelou ter matado Leandro com pedradas e depois que a vítima já havia morrido, colocou o corpo embaixo de um colchão e pneus e ateou fogo. Para a polícia, ele disse apenas que tinha uma briga antiga com Leandro e, por isso, cometeu o crime. A investigação, no entanto, aponta que o caso está ligado com vingança e guerra entre facções criminosas.

Prisão e vingança

A Polícia Civil identificou, a princípio, Luciano de Amorim Ribeiro, de 38 anos, como um dos autores da morte de Leandro. Na casa onde a polícia fez buscas e onde várias pessoas moram, ele não foi encontrado, mas Tiago foi preso no local. Apesar das evidências, ele afirma que agiu sozinho.

Mesmo sem colaboração de Tiago nas investigações, a Polícia Civil conseguiu identificar a motivação do crime. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, Tiago seria amigo de Richard Alexandre Lianho, que teve a execução filmada depois de ter se relacionado com a mulher de Leandro de Oliveira. Leandro e outros comparsas o executaram depois de decisão tomada por videoconferência, em uma espécie de ‘tribunal do crime’.

A princípio, Leandro seria membro do PCC (Primeiro Comando da Capital) e Richard do CV (Comando Vermelho), o que também levou o crime a ser uma demonstração de poder de uma facção sobre a outra. A mulher de Leandro foi ouvida pela Polícia Civil e o pai do rapaz foi levado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), onde fará os exames e o reconhecimento do filho.

Por fim, o delegado Geraldo Marim apontou que o Tiago estava evadido da Casa do Albergado, onde cumpria pena por tráfico de drogas. Ele agora deve responder pelo homicídio e o caso segue em investigação com outra delegacia especializada, que já investigava o homicídio de Richard. Luciano segue procurado pela polícia. (Colaborou Geisy Garnes)

(Foto: delegado Geraldo Marim/ por Arlindo Florentino)

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