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Jovem pode ser terceiro decapitado do ano na guerra de facções em Campo Grande

Corpo foi encontrado no aterro sanitário da Capital

Mais uma morte pode estar ligada à guerra entre facções criminosas em Mato Grosso do Sul. O jovem Leoni de Moura Custódio, de 18 anos, que foi encontrado carbonizado e decapitado, no aterro sanitário de Campo Grande, no último sábado (30) e pode ser mais uma das vítimas.

A suspeita de que a vítima tenha sido assassinada por uma facção criminosa se deve a crueldade da morte, segundo o delegado que cuida do caso, Geraldo Marin, da 3º Delegacia de Polícia Civil da cidade.

“A crueldade da morte e o local onde o corpo foi encontrado leva a crer que a autoria seja de facção criminosa”, explica o delegado que ainda disse já ter visto outros casos semelhantes de assassinatos, onde a autoria descoberta seria de grupos rivais de facções criminosas.

O pai do jovem deve ser ouvido ainda nesta quarta (4), para esclarecer alguns pontos sobre, por exemplo, se Leoni estava trabalhando na cidade, o que teria vindo fazer na Capital. Uma vizinha teria avisado o pai sobre o desaparecimento da vítima. A família teria dito que Leoni era usuário de drogas.

O desaparecimento e a morte

Leoni desapareceu na última quinta-feira (28), quando saiu de casa e não retornou mais. O corpo foi encontrado no sábado (30), mas só ontem, terça-feira (3), é que os resultados de exames de DNA confirmaram a identidade do jovem.

Foi durante o registro de ocorrência de desaparecimento, na Polícia Civil, que o pai foi informado de que um corpo havia sido encontrado carbonizado no lixão. No Imol (Instituto Médico de Odontologia Legal), na segunda-feira (2), o pai chegou a reconhecer por fotos, a aliança que filho usava. 

A família afirma que a vítima não tinha rixas e não suspeita de um responsável pelo crime. “Ele só ficava aqui perto, com amigos na esquina de casa. Foi tudo muito escondido, o corpo estava escondido. Não tem como saber. Queremos justiça”, disse.

Guerra entre facções

Leoni pode ser mais umas das vítimas de guerra entre facções criminosas. No dia 16 de agosto, o corpo de Fernando Nascimento dos Santos, de 22 anos, foi encontrado decapitado enrolado em um cobertor no Jardim Los Angeles.

Em um vídeo que circulou na internet, o jovem pedia desculpa a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), em sequência ele aparece sendo degolado por um homem encapuzado. O corpo foi deixado pelos autores do crime nas margens de uma estrada vicinal, no Los Angeles. A vítima foi encontrada decapitada e desmembrada. Além disso, o homem teve o coração retirado do corpo.

Em fevereiro deste ano, Richard Alexandre Lianho, 25, foi executado e desovado na Cachoeira do Ceuzinho, em Campo Grande. O corpo foi encontrado com os braços parcialmente arrancados e um corte no pescoço. Depois do crime, os suspeitos divulgaram as imagens em redes sociais e o vídeo se espalhou.

Também em fevereiro, Leandro de Oliveira, de 26 anos, foi encontrado no aterro sanitário de Campo Grande, no Jardim Noroeste. Leandro seria um dos rapazes que participou da execução filmada de Richard Alexandre Lianho, de 25 anos, no dia 15 de fevereiro. O corpo foi encontrado carbonizado.

 

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