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Laudos devem apontar 3 suspeitos de estuprar garota durante festa em chácara

Professor e amigos ouvidos negam o crime

A Polícia Civil aguarda resultado de exame pericial que devem comprovar a participação de trio suspeito de estupro coletivo de uma adolescente durante uma festa, na madrugada do último dia 30. Professor e dois amigos já foram ouvidos e negam o crime.

Conforme o delegado Paulo Roberto Diniz, responsável pelas investigações, o material recolhido da vítima deve apontar a presença de esperma e a partir daí um exame de DNA definir as participações.

“Se no material recolhido não constar esperma dificilmente poderá ser comprovada a participação por meio de DNA”, explica o delegado.

Não há previsão de finalização do inquérito, pois a investigação depende dos resultados dos laudos.

Caso

Uma festa de fim de semana virou pesadelo para uma adolescente de 16 anos de idade, que foi trancada em um quarto escuro e estuprada por três homens. Ela ficou bastante ferida e denunciou o caso, que é investigado sob sigilo pela polícia. O crime aconteceu na madrugada do dia 29 para 30 de agosto, em uma chácara da pequena cidade, próxima a Campo Grande.

Segundo familiares da garota, ela foi com duas amigas da mesma faixa etária à festa, onde vários adolescente e adultos estavam, e por volta das 2 horas da madrugada do dia 30, foi levada para um cômodo escuro do local por um trio. Lá, começaram o ataque sexual e, apesar dos gritos dela, ninguém da festa onde havia som alto interferiu.

"Eu pedia para eles pararem, e gritava por socorro, mas ninguém ouvia e eles não pararam", relatou a adolescente, que foi 'liberada' pelo trio bastante machucada e procurou um posto de saúde com uma amiga. Lá, constataram o estupro e acionaram o Conselho Tutelar.

Ela foi encaminhada para Campo Grande, onde fez os exames periciais, e está amedrontada porque os estupradores estão todos soltos. Um dos homens apontados por ela é um professor e psicólogo que recentemente teria participado de palestra na cidade alertando sobre crimes sexuais.

Segundo familiares, o clima é de revolta e ninguém entende porque os suspeitos continuam soltos. “Não é possível que nada será feito”, indaga um dos parentes da menina. 

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