Você está aqui

Na Justiça, família de Carolina pede revogação da liberdade de acadêmico

Exclusão de dados do Iphone não pode reverter liberdade

Familiares da advogada Carolina Albuquerque protocolaram pedido na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, solicitando que a Justiça reconsidere decisão que concedeu liberdade ao estudante de medicina João Pedro Miranda, apontado como responsável pelo acidente que matou a jovem no último dia 2.

“Analisada as razões, caso entenda cabível, requer seja exercido o juízo de retratação à decisão que revogou a prisão preventiva do acusado João Pedro da Silva Miranda Jorge, impondo-lhe as medidas cautelares”, diz a petição protocolada na sexta-feira (10).

O documento não aponta as razões que motivaram o pedido, porém, informa que as justificativas serão apresentadas no prazo legal.

Exclusão dados iPhone

A exclusão de dados do Iphone de João Pedro trouxe à tona o debate sobre interferência do suspeito no processo de investigações do caso e sobre possível revogação de liberdade. No entanto, Geraldo Marin, delegado que investiga o caso, explica que  a exclusão não é indício suficiente para revogar a liberdade do universitário, porém, não deve comprometer o trabalho da polícia.

“Suposições não são suficientes. O fato de ele ter apagado e imputar algo contra ele é algo distante, até porque ele não é obrigado a produzir provas contra ele mesmo”, afirmou o delegado.

Para a polícia, o suspeito afirmou que apagou o histórico do aparelho por “autoproteção”, já que o celular estava perdido”. Agora, a polícia tenta recuperar o histórico das chamadas e ligações feitas no dia do acidente, que foram apagadas remotamente pelo acadêmico.

O acidente

O acidente que terminou na morte da advogada aconteceu na madrugada de quinta-feira (2), na Avenida Afonso Pena em frente ao Shopping Campo Grande. A advogada teria passado o sinal vermelho depois da meia noite, sendo atingida pela camionete do estudante.

Com o impacto, o carro de Carolina foi arrastado por aproximadamente 100 metros. Ela morreu no local. O filho da advogada, de 3 anos, teve fratura na clavícula e ficou quatro dias internado na Santa Casa de Campo Grande.

Após dois dias foragido, João Pedro se entregou e teria dito ao delegado que não estava bêbado e que dirigia no máximo a 70 km/h.

João Pedro afirmou que fugiu do local do acidente porque teria sido ameaçado e chamado de assassino por testemunhas que estavam no local, porém, a versão do suspeito é contestada.

Fraude Processual

João Pedro ainda pode responder por fraude processual de um acidente ocorrido no início do ano em que o pai do estudante teria ‘assumido’ a culpa. O acidente teria acontecido na rotatória da Avenida Tamandaré e Euler de Azevedo.

Segundo a delegada Cristiane Grossi de Araújo da 7º delegacia de polícia, as investigações sobre uma possível fraude serão feitas e não há dia para que o pai de João Pedro seja ouvido para esclarecimentos do caso.

 

Tópicos