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Empresário morto por PRF tinha álcool e ecstasy no sangue, aponta laudo

Ácool, ecstasy e remédio para ansiedade

O empresário Adriano Correia do Nascimento, 32 anos, morto pelo policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon continha elevados níveis de álcool, de acordo com o laudo do IMOL (Intituto Médico Odontológico Legal). No mesmo exame, também constam a presença de ecstasy e remédio para ansiedade no sangue.

O resultado dos exames assinado pela médica legista Vânia Esteves Silva é do último dia 13 de fevereiro. A coleta para exame foi realizada no IMOL e enviado ao IALF (Instituto de Análise Laboratoriais Forenses), que constatou a presença de presença de álcool etílico na concentração de 2.33 g/l  de sangue, além do ecstasy e medicamento.

Também foram requisitados exame de Raio-X, para encontrar os projetos de arma de fogo que causaram a morte do empresário.

Reconstituição

No dia 11 de janeiro de 2017 Moon, Agnaldo Espinosa da Silva e o enteado de 17 anos, voltaram ao local do crime para participarem da reconstituição feita pela Polícia Civil. Nesse dia, o policial afirmou que estava fardado e com uma camiseta listrada por cima do uniforme. Ele explicou também como a briga de trânsito começou, na primeiras horas do dia 31 de dezembro.

Cada um dos envolvidos deu sua versão dos fatos e entre os depoimentos pequenas contradições chamaram a atenção. Aguinaldo e Moon, no entanto, concordaram que a briga que resultou na morte de Adriano começou no cruzamento da Rua Pimenta Bueno com a Avenida Ernesto Geisel, quando o empresário teria ‘fechado’ o policial.

Os dois relataram que a vítima dirigia a caminhonete Hilux pela Rua Pimenta Bueno e ao virar na Ernesto Geisel teria entrado na frente de Moon, que conduzia uma Mitsubishi Pajero. A partir daí, os depoimentos se diferem.

Para o policial, o motorista da caminhonete estava visivelmente embriagado e ao chegar ao semáforo da avenida que fica no cruzamento com a Rua 26 de Agosto, percebeu o então suspeito parar atrás de seu carro, falando com ele em voz alta. Já na versão de Aguinaldo, depois da ‘fechada’, o PRF teria alcançado a Hilux e com ela já parada no sinal feito uma manobra para estacionar na frente deles.

Agnaldo e o enteado afirmaram que nesse momento Adriano pediu desculpa pelo comportamento, mas ainda assim a briga continuou. Moon conta que viu os três ocupantes do carro, percebeu o adolescente procurar algo no banco de trás do veículo e o mandou mostrar as mãos, mas os outros o incentivaram a não obedecer. Mesmo com ele explicando ser policial.

Entre a ligação ao 190 e o momento dos disparos novas contradições entre as histórias surgem. Como o momento em que o policial saca a arma, se depois ou antes da ligação, como afirma as vítimas e quantas pessoas desceram do veículo para falar com o policial. Aguinaldo afirmou que foi o único a descer. Mas uma testemunha do crime alegou que viu duas pessoas sair da Hilux, mesma versão do policial.

Para a polícia, o réu do homicídio confessou que não mostrou a identidade policial. O motivo, segundo ele, foi o medo dos envolvidos rasgarem o termo e também por conta da necessidade de soltar a arma e o celular que estavam em sua mão. Ele ainda explicou que “ia mostrar quando o reforço chegasse”.

Mais uma vez, Moon e Aguinaldo concordaram que no momento em que Adriano fez a manobra para tentar sair do local, encostou a caminhonete nas pernas do PRF, que logo saiu do caminho e realizou os disparos contra o veículo, que andou alguns metros antes de atingir o poste de iluminação. O empresário foi atingido pelos disparos, assim como o adolescente, e morreu ainda no local.

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