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Dupla vendia por até R$ 25 falsificação grosseira de carteira estudantil

Vão responder em liberdade por tentativa de estelionato

A dupla, de 34 e 35 anos, presa em flagrante por suspeita de esquema de falsificação de carteirinhas para estudantes secundaristas em Campo Grande, nesta terça-feira (28), vai responder por tentativa de estelionato, em liberdade. O delegado Mário Donizete, da 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, arbitrou fiança de um salário mínimo, para os envolvidos que vendiam carteirinhas por R$ 25, em nome da UEE (União Estadual dos Estudantes). O documento, plastificado, possuía erros grosseiros, inclusive de português.

As prisões ocorram em locais diferentes. A primeira na escola, no Jardim TV Morena, e a segunda em uma residência, na região central. Na casa, os investigadores prenderam o responsável pelas falsificações, de 35 anos, e diversas carteirinhas, que seriam entregues às vítimas.
 
O presidente da UCE (União Campo-grandense de Estudantes), Mark Willian Gonçalves Magalhães, disse ao Jornal Midiamax, que já tinha conhecimento das falsificações há três anos, porém não haviam denúncias. Segundo ele, a UEE não possui diretoria e a carteirinha confeccionada de forma grosseira está fora dos padrões necessários exigidos em lei.

"A UEE está inativa, não há diretoria e o documento falsificado possui erros grotescos, inclusive está fora do padrão. A partir do próximo dia 1º, quem estiver em posse dessas carteiras serão barrados em grandes eventos e deverão procurar a polícia", explica.

Segundo Magalhães, o material necessário é o PVC e não o polaseal, a famosa plastificação.

O suspeito de liderar o esquema, de 35 anos, fez 'carreira' em entidades estudantis. Conforme explicou o tesoureiro da UCE, Willians Zandona, que também prestou depoimento, o suposto 'cabeça' foi dirigente da própria UCE, da UEE (União Estadual dos Estudantes) e do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da Universidade Estácio de Sá.

"Quem denunciou o esquema foram os próprios alunos do Centro de Educação Profissional Ezequiel Ferreira Lima (Cepef), que acionaram a UCE", disse.

Após receber a denuncia, a entidade comunicou a polícia, e na escola, os investigadores flagraram o suspeito, de 34 anos, com o dinheiro das carteirinhas após vendê-las em duas salas de aula. Foi ele que avisou aos policiais que o líder do esquema estaria em casa, e que seria a pessoa responsável pela emissão das carteirinhas.

De acordo com a Polícia Civil, os valores eram diferentes, e as carteirinhas podiam ser adquiridas entre R$15 e R$25. No formulário, entregue pelos golpistas, faltava inúmeras informações, inclusive o CNPJ. Os alunos apenas preenchiam informações básicas.

O delegado Mário Donizete enquadrou a dupla por tentativa de estelionato, pois não houveram vítimas ou pelo menos o registros de boletins de ocorrência, e arbitrou fiança de um salário mínimo para a liberação dos suspeitos. 

O ex-presidente da UEE deverá ser ouvido pela Polícia Civil, para que informe as datas de saída da direção e o estatuto do União Estadual.

A Polícia ainda não informou quantos estudantes foram vítimas e nem por quantas escolas, os suspeitos passaram. O inquérito deve durar 30 dias.

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