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Acusado de estupro por 7, coreógrafo não se entrega e tenta derrubar prisão

Recurso foi impetrado na última quarta-feira (18)

Após a acusação de estuprar sete alunas que faziam parte de seu corpo de balé, em uma escola de dança e fugir após a decretação da prisão preventiva, o advogado do coreógrafo tenta na Justiça revogar a prisão do professor.

De acordo com o advogado Rafael Nunes, foi impetrado na última quarta-feira (18) um recurso para tentar revogar a prisão preventiva do professor que continua foragido. “O resultado deve sair de hoje para amanhã”, disse Nunes, que ainda afirmou não falar em apresentação do cliente.

Sete vítimas do professor já prestaram depoimento na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) relatando os abusos sexuais e psicológicos que sofriam durante as aulas e ensaios.

De acordo com a delegada que cuida do caso, Marilia de Brito Martins, muitas meninas eram recrutadas em escolas estaduais e em sua maioria bolsistas da escola do professor, que se aproveitava da situação para cometer os abusos. “Todas em seu depoimento relataram a forma como ele agia para cometer o crime”, diz a delegada.

Uma das aunas do professor, de 25 anos, conta que era bolsista em sua escola de dança e que os abusos só teriam parado nos últimos 3 anos que passou na companhia, quando foram entrando novas integrantes, que se tornariam 'novos alvos'.

Segundo ela, geralmente as meninas que ganhavam bolsa para estudar na escola passavam a enfrentar algum tipo de assédio. "Sempre começava da mesma forma. Depois de conhecer a sua rotina, ele marcava um tipo de treinamento a sós, momento em que começam as investidas”, diz.

Uma das vítimas do professor teria sido sua ex-cunhada, que teria sido agredida fisicamente com puxões de cabelo, tapas, além de ser obrigada a participar de sessões de sexo a três.

A primeira ocorrência registrada contra o professor aconteceu em setembro de 2016, quando a mãe de uma adolescente de 16 aos procurou a delegacia de polícia, após a filha contar ter sido abusada sexualmente pelo professor durante uma das aulas.

Ele teria levado a garota para o piso superior do local o de estava acontecendo a aula, e em uma sala escura, a segurado com força pelo braço e a estuprado. Outro boletim de ocorrência foi feito em 2017 por outra adolescente.

Rede social

Uma bailarina de Campo Grande, que atualmente mora no Distrito Federal, usou as redes sociais, para denunciar que teria sofrido abusos por parte do coreógrafo e dono de uma companhia de dança da Capital.

Ela afirmou no depoimento que se não mantivesse relações sexuais com ele era cortada das apresentações. A jovem diz que ainda que era obrigada manter as relações sem o uso de preservativo e que com isso, contraiu DSTs (Doença Sexualmente Transmissível).

“Iniciei como bolsista na academia dele em 2010. Fiz parte da companhia, dancei em shows, programa de TV e qualquer outra coisa que surgisse. Saí em janeiro de 2013 quando me mudei para Brasília para fazer faculdade. Nesses dois anos fui abusada sexual, profissional, financeira, moral e psicologicamente. Eu e muitas outras meninas que passaram pelos seus ‘ensinamentos’”, diz a postagem.

A dançarina afirmou em seu post que ao contar para o coreógrafo que havia contraído DST e que suspeitava de gravidez, foi humilhada e chamada de prostituta, por várias vezes. Ela ainda diz que o professor de dança teria pedido o dinheiro do cachê pago por um bar aos bailarinos, pois a companhia estava em dificuldades financeiras. Depois disso, a jovem diz não ter mais recebido o dinheiro pelo trabalho.

Sobre fazer a denúncia anos após ter deixado o grupo de dança, ela explica que “Eu não queria ter demorado tanto a falar sobre isso, mas ainda é muito difícil. A culpa e o medo que cerca esse meu discurso as vezes pesa mais do que a vontade de falar e sanar injustiças. São poucas pessoas que sabem dessa história e hoje eu quero que todo mundo fique sabendo. Ainda com medo, ainda com vergonha".

Foragido

O professor de dança teve sua prisão decretada no dia 6 de outubro e acabou fugindo. Ele foi indiciado por estupro e deveria ser ouvido na mesma semana. O referido inquérito investiga o crime praticado contra adolescente, no ano de 2015, mas que só foi registrado em setembro de 2016. De acordo com a delegada ainda não set um possível paradeiro do professor e coreógrafo.

 

 

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