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Geral

15/11/2013 15:21

Mãe reclama que filha de 3 anos morreu por negligência médica em Campo Grande

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Tatiana Lemes

Minamar Junior
Familiares estão inconformados com a morte de Pietra e pedem explicações da causa da morte

Mais uma família campo-grandense chora a morte de uma criança por falta de médicos pediatras nos posto de saúde de Campo Grande. Desta vez foi Pietra Espíndola Ferreira, de 3 anos, que morreu na manhã desta sexta-feira (15), por volta das 7 horas, no Hospital Regional Rosa Pedrossian. A família acredita que a causa da morte seja hemorragia.

Muito emocionada a mãe da menina, Zunilda Aparecida Espíndola, de 30, conta que levou a filha a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Coophavila II na quinta (14), porque há alguns dias a criança reclamava de dor na barriga.

No posto de saúde os atendentes informaram à mãe que não tinha pediatra para atendê-la, mas Zunilda insistiu no atendimento alegando que a filha estava muito mal. Por esse motivo, foi encaminhada para atendimento com um clínico geral.

O clínico que examinou a criança, que disse à mãe que não era pediatra, acreditava que provavelmente seria uma pneumonia e iria encaminhá-la para o hospital. Por volta das 22h, a criança foi encaminhada para a sala de repouso para ser medicada.

De acordo com a mãe, o enfermeiro aplicou soro com dipirona na veia da menina para amenizar a dor na barriga. E depois de 1h a mãe reclamou da demora em transferir sua filha, mas foi informada que teria que esperar.

Depois que retornou a sala viu que a filha estava com os olhos vermelhos e pedia para ir embora. “Ela me pedia para ir embora daquele lugar, se soubesse que iria acontecer isso com minha filha tinha tirado ela de lá”, desabafa a mãe.

Ainda de acordo com a mãe, por volta das 4h30, transferiam a criança para outra sala, foi nesse momento que a mãe viu que a língua da menina estava sangrando. Então o posto de saúde acionou o SAMU (Serviço Móvel de Urgência) e, uma equipe chegou e levou a menina para o hospital.

A mãe, muito abalada, não soube precisar quanto tempo demoraram a informar a situação da filha. Zunilda conta que nesse tempo conversou com a assistente social do hospital, que tentou acalmá-la. A médica que atendeu Pietra chamou a mãe e disse que o quadro dela não era bom. “A médica disse que ela tinha tido uma parada cardíaca e era para eu rezar que o coração dela estava muito fraco”, relata.

Minutos depois veio à notícia que sua pequena filha tinha falecido. Ela conta que quando entrou no quarto a filha estava toda inchada e com sangue escorrendo pela boca. “Eu não entendo ela estava bem apenas com dor na barriguinha e do nada ela morre”, conta em meio as lágrimas.

Em desabafo, mãe relatou que acredita que a morte da filha foi por negligência, tanto dos funcionários, como do médico que atendeu sua filha. “São todos funcionários novos e sem experiência para lidar com essa situação, como pode deixar uma criança de apenas 3 anos morrer e não saber nem a causa da morte”, desabafa.

Ela registrou um Boletim de Ocorrência na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga para tentar saber qual foi a motivo que levou a morte de sua filha. Familiares e amigos estão inconformados com a situação e pedem uma resposta para a morte de Pietra. Toda a família e vizinhos estão reunidos na casa da família, no bairro Pedro Teruel Filho, para tentar consolar a mãe.

Depois da mãe, a mais abalada é a avó Ambrósia Espíndola, de 51 anos, que não se conforma com a morte da menina. Para ela Pietra ainda vai voltar e continuar a alegrar a vida de todos.

“Eu achei muito estranho o que aconteceu com minha netinha, era uma criança tão amorosa e brincalhona com todo mundo. Eu ainda não consigo imaginar que ela se foi, acho que qualquer momento ela vai voltar”, finaliza.

Comentários (5)

16/11/2013 17:14
rosana
A saude de campo grande ta um caos descaso minha avo faleceu em 10/10/13 no posto de saude do aero rancho...foi duas vezes no mesmo dia...diagnostico gastrite...mas era infarto sao despreparados.....so estao matando nossas familias de tristesa e dificil foi por erro medico concertesa.

16/11/2013 10:10
Placida Barros
Estive na Sta Casa estes diaspara para um atendimento de urgência, mas o que me chamou atenção foi a falta de humanidade dos enfermeiros, não estão nem aí para os doentes. Disse para um a enfermeira o paciente tal te chamendo e ela disse: ele tem que esperar! E não foi.. aí ele me pediu de novo para chamar a enfermeira porque estava com muita dor, e chamei, e ela se irritou e não foi dar atenção.

15/11/2013 22:47
osmar jorge soares
boa noite, não é só no atendimento publico n semana passada levei minha filha de 2 anos e meio, num hospital particular, não vou citar o n mas fica na afonso pena, e um tal médico não soube diagnosticar que era intestino preso, ele passou um remédio para cortar o vomito pois ela estava vomitando e com muita dor na barriga. tive que levar no pronto med e lá a medica fez uma lavagem

15/11/2013 21:51
katyane
infelismente e mais um anjo que se vai por culpa medica.eu nao entendo que ainda tem gente que compra diploma de medicina para ser medico.senhor bernal cade a promessa que iria transformar alguns posto de saude em 24 horas,vc disse que tinha 2 medicos umgovernador e o outro prefeito e agora vai faz o que com essa familia que perdeu sua filha vamos la prefeito vc ainda tem mais de 3 anos

15/11/2013 20:48
lucia
Depois dizem que tem médicos! O que falta é estrutura. Parem com isso. S e tivesse um médico cubano ou de qqer outra patria, essa criança não teria morrido. Os nossos medicos estão pouco preocupados com o povo. Que Deus conforte o coração dessa mãezinha.

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