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10/09/2013 12:48

Júri absolve em Campo Grande homem que atirou na mulher por ser chamado de 'corno'

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Nealla Machado

Divulgação

Foi absolvido nesta terça-feira (10) Marcio Leão Cavalcante, de 30 anos, acusado de tentar assassinar com quatro tiros a ex-companheira Patrícia de Oliveira Guimarães, de 31 anos. O julgamento aconteceu no período da manhã e o júri escolheu com quatro votos a um pela absolvição do acusado.

De acordo com o advogado de defesa, José Roberto da Rosa, foi um julgamento simples no qual a tese de absolvição foi defendida e aceita pelos jurados. “Nos mostramos ao júri as provas dos motivos que podem ter levado ao crime. Ela o chamava de corno, não cuidava das crianças. Todos esses foram motivos que levaram o júri a compor essa sentença”, afirma o advogado.

Ao todo o homem cumpriu um ano e quatro meses de prisão e será solto nesta tarde por volta das 2h30 “Já estou indo providenciar o alvará de soltura”, confirma o advogado. Se condenado, o homem poderia pegar até 15 anos por homicídio qualificado.

Entenda o caso

Na noite do dia 14 de maio de 2011, Marcio Leão atirou quatro vezes na ex-companheira na frente da casa da avó, no bairro Jardim Monumento, em Campo Grande.

Segundo o boletim de ocorrência, o padrasto da vítima, Edmilson Carlos dos Santos, informou que ele e sua enteada estavam na casa da avó dela, quando seu ex-marido chegou e pediu para conversar com ela.

O acusado Marcio Leão Cavalcante, de 28 anos, teria dito que queria retomar o relacionamento com Patrícia e pediu para que seu padrasto e o filho de quatro anos do casal deixassem os sozinhos para conversar.

Edmilson teria continuado observando a conversa pela janela da casa, quando viu que Marcio começou a atirar contra Patrícia. Ele deu quatro tiros que atingiram os ombros e a barriga da ex-mulher.

Quando a polícia chegou ao posto de saúde do bairro universitário, para onde a vítima foi encaminhada, ela estava inconsciente e foi encaminhada para a Santa Casa. (Editado às 14h17 para correção de informações)

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Comentários (9)

11/09/2013 17:51
junior
isso mesmo "dete" as pessoas ficam falando sem saber do caso... vcs tinham que ter ido ver o julgamento aí quem sabe nao falassem tanta besteira...

11/09/2013 17:26
OSNOFA ZACOV
DEFESA DA HONRA. Decidiu com acerto o Júri.

11/09/2013 14:38
Gabriela Freitas
Nada no mundo justifica um crime, isso é uma prova de banalização da vida, e da a sensação de impunidade, a Lei Maria da Penha nesse e em muitos casos não é considerada.

11/09/2013 13:30
dete
essa mulher que levou os tiros no dia do juri foi la e defendeu o acusado falando que ela era a responsavel pelo ocorrido ela chamou ele de corno e deferiu tapas na cara dele que ele tinha ido pedir para ela voltar e ela agiu assim ela falando isso que vces querem que os jurados façam !!!?

11/09/2013 08:13
Lúcia Sales
Estou enganada ou estão dando o direito da pessoa atirar (pra matar) só pelo fato de ter sido xingado?, a vida vale um xingamento?, não se pode resolver de outra forma? como caminhar pro caminho de justiça realmente...vcs chamam a ISSO DE JUSTIÇA?UM AVAL PRO CRIMINOSO, ALIÁS, MAIS UM AVAL. Mueres!!atenção!!NÃO CHAMEM seus namorados de cornos nunca..pq a reação deles, poderá certa diante da justiça

11/09/2013 04:54
Arcelei Lopes Bambil
Na India as mulheres agitaram o país e agora o povo está pedindo pena de morte para os que estupraram e assassinaram uma jovem. É isso que está faltando no Brasil. Essa decisão precisa ser anulada.

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