O senador Waldemir Moka (PMDB) vai defender a aliança entre o PMDB e o PSDB na disputa pelo Governo do Estado e Senado em 2014. Analisando cenários políticos, o senador explicou que defenderá uma aliança com o PSDB caso o governador André Puccinelli (PMDB) não seja candidato ao Senado.
Moka justifica que se Puccinelli desistir da disputa vão sobrar três vagas para alianças: governador, vice-governador e senador: “O governador não se desincompatibiliza, sobra espaço para vice, governador e senador. Ai, eu defendo que o Reinaldo (deputado federal Reinaldo Azambuja), do PSDB, possa participar desta conversa. Se ele vai aceitar ou não vai, é outra história”, explicou.
O senador explica que a amizade dele com Reinaldo é de longos anos e foi ele quem o colocou na disputa pela Prefeitura de Maracaju, onde foi eleito e reeleito. “Eu tenho uma ligação com o Reinaldo de muitos anos”, declarou.
Moka acredita que ainda há muito tempo até a definição de candidaturas. Ele detalhou que normalmente os partidos chamam outros para participar de um projeto político, mas as posições de cada um são decididas em outras discussões.
O líder do PMDB lembra que há várias possibilidades dentro do partido, que ainda segue indefinido. Ele ressalta que uma das alternativas é a vice-governadora Simone Tebet (PMDB) disputar a reeleição, caso Puccinelli saia para disputar o Senado. Com a saída de Puccinelli, Simone assumiria por alguns meses e se fortaleceria para uma disputa. Ele também cogita Nelsinho Trad como cabeça de chapa e Simone e Azambuja em outras posições, se Puccinelli não for candidato.
As declarações de Moka vão à contramão do defendido por Puccinelli. Na escala do governador, o deputado Reinaldo Azambuja está na quarta posição entre opções para o governo, atrás de Nelsinho, Simone e do senador Delcídio Amaral (PT).