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04/03/2013 09:49

Publicada desativação da Escola Cenecista Oliva Enciso em Campo Grande

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Diana Gaúna


A presidente do Conselho Estadual de Educação, Maria Luisa Marques Oliveira Robaldo, publicou no diário oficial desta segunda-feira (4) a deliberação CEE/MS, nº 9971, de 19 de fevereiro de 2013, que desativa o funcionamento do ensino na Escola Cenecista Oliva Enciso, em Campo Grande

De acordo com o documento estão desativados o funcionamento das etapas do ensino fundamental e médio, e descredenciada a instituição a partir de 2013. A deliberação, após homologada pela Secretaria Estadual de Educação, entra em vigor na data de sua publicação.

Portas fechadas

A comunidade escolar, bem como a direção local da escola Oliva Enciso, tomou conhecimento da desativação em 20 de dezembro de 2012, quando a Direção Nacional da Cnec (Campanha Nacional das Escolas Cenecistas) comunicou aos cerca de 250 alunos e mais de 50 funcionários que as atividades na unidade da Capital estavam encerradas.

O fechamento teria relação direta com uma transação comercial do prédio onde funcionava a escola, a ser realizada pelo valor de R$ 11 milhões. A associação de Pais e Amigos da Escola Cenecista Oliva Enciso, em Campo Grande, chegou a acionar o MPE (Ministério Público Estadual) para tentar impedir que o colégio fechasse as portas.

A diretora da escola, Elismar Bertoluci de Araújo – conhecida como Lôra, lamentou o episódio. “Nós fomos pegos de surpresa. A informação que nos foi passada é que a escola fecha as portas porque não é auto-sustentável. São 25 anos de atuação em Campo Grande”, declarou.

MPT

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação, em fevereiro, para cobrar a reintegração dos empregados demitidos de forma irregular após o fechamento da Escola Ceneticista de Campo Grande. Com a ação, o MPT pede o pagamento de R$ 200 mil como indenização por danos morais coletivos.

Conforme o procurador do trabalho Leontino Ferreira Lima Júnior, a demissão foi irregular e abusiva, por não ter sido precedida de negociação coletiva. A escola realizou rematrículas de 26 de novembro a 14 de dezembro de 2012, e criou expectativa nos professores de que as aulas seguiriam normalmente em 2013. Como as escolas, no início do ano já estão com o corpo docente contratado, os professores acabaram prejudicados na busca de novas oportunidades de trabalho.

Por meio da ação, o MPT pede a anulação das dispensas realizadas desde 20 de dezembro de 2012, com a reintegração de todos os professores demitidos arbitrariamente e pagamento dos salários e benefícios, até que negociação coletiva seja realizada, sob pena de multa de R$ 5 mil, por empregado não reintegrado e por dia de descumprimento. Para evitar abusos como esse no futuro, o MPT pede também a condenação da CNEC a não mais dispensar coletivamente sem negociação sindical, sob pena de multa de R$ 5 mil por empregado demitido e por dia.

Caso não haja a reintegração, o MPT quer o pagamento do valor equivalente a seis salários para todos os trabalhadores dispensados, referente aos meses em que os professores ficarão sem recolocação no mercado de trabalho, considerando que as escolas devem voltar a contratar somente no meio do ano. E, ainda, o pagamento de um salário para cada ano de serviço prestado em favor da empresa.

Além dessas obrigações, para compensar a sociedade pelos prejuízos causados, o MPT pleiteia a condenação da instituição ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos, a serem revertidos para projetos e instituições que atuem na defesa dos interesses dos trabalhadores de Campo Grande.

Comentários (5)

05/03/2013 10:42
Marli Pereira da Silva
Tai, fecha uma escola, e colocam a Camara Municipal, não é predio proprio, achei uma solução para esses vereadores que so querem o nosso dinheiro, fazendo as leis que eles querem para arecadar com os imposto absurdo que cobram dos contribuintes, para as mordomias deles isso é vergonhoso.

04/03/2013 23:10
jota das neves
Este é o brasil da democracia, fecha uma escola e abre um presídio!!!!!

04/03/2013 14:15
junior pereira
E NÓS PAIS DE ALUNOS, NÃO CABERIA UMA INDENIZAÇÃO PORQUE ESTAMOS CERTOS QUE OS ALUNOS ESTAVAM MATRICULADOS FOI UMA CORRERIA SÓ ARRUMAR OUTRA ESCOLA SEM FALAR QUE MUITAS CRIANÇAS FICARAM DEPRIMIDAS COM A NOTICIA DE ULTIMA HORA.

04/03/2013 13:30
marta
Essa escola, nos anos de 1990 a 2000 tinha fila para matrícula, era o sonho de pais que seus filhos pudessem estudar aí. É uma pena ver o fechamento de uma escola.

04/03/2013 10:34
Neusa Massi
Fizeram exatamente isso em Rio Verde de MT -MS deixaram professores e alunos sem dó nem piedade.