Após anunciar, na última quinta-feira (2), o fim do setor pediátrico no Prontomed da Santa Casa, o diretor da 4ª Junta Administrativa do hospital, Issan Moussa, garante que a decisão não mudará o atendimento para os conveniados.
“A partir de agora os pacientes sairão com o encaminhamento do seu médico para o Pronto Socorro. Eles vão entrar pela mesma porta onde se atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde), algo que já é recomendado pelo Ministério da Saúde, através do projeto Porta Única, já implantado em várias capitais do País. E o atendimento continua o mesmo, pelo convênio”, afirma.
Com relação a superlotação de pacientes no hospital, Moussa afirma que isso não irá ocorrer. “A sociedade não ficará desassistida de forma alguma. Temos em média 4,5 mil consultas ao mês no Prontomed. Deste número, em média 800 consultas são da pediatria., o que dá resulta em 25 pacientes em 24 horas. A mudança é que agora eles serão absorvidos pelo Pronto Socorro”, garante o diretor.
A média de atendimento, segundo ele, é de 15 minutos por paciente e continuará a mesma com as mudanças. "Como atendimento de urgência e de emergência, 15 minutos são ideais e recomendados também pelo Ministério da Saúde. O que acontece é que a maioria das pessoas que comparece ao hospital, vão porque não conseguiram agendar uma consulta nas unidades de saúde", explica o diretor.
Contenção de gastos e remanejamento
De acordo com o diretor, a medida foi tomada como contenção de gastos. Ele diz que o valor investido em salários no Prontomed era de R$ 160 mil, sendo distribuídos em R$ 12 mil na administração, R$ 68 mil nos enfermeiros e R$ 79,8 mil nos pediatras. Ou seja, 50% do dinheiro resultava na folha de pagamento dos pediatras.
Moussa explica que os médicos que atendiam no setor através de convênios tinham um salário fixo, independente de produção, como funciona nos demais setores do hospital. Dos nove pediatras, alguns foram demitidos e outros remanejados.
Segundo Moussa, a mudança trará benefícios aos profissionais do Prontomed. "Antes eles ganhavam R$ 52 por hora trabalhada e agora passarão a receber R$ 80, ou seja, a economia será revertida em benefícios aos próprios funcionários", diz o diretor.
As empresas conveniadas repassavam à Santa Casa em média de R$ 25 mil a R$ 30 mil por mês, relativo aos honerários dos médicos. Porém, de acordo com a diretoria, o gasto com eles era muito superior a este valor, em média R$ 80 mil.
Oferta de serviço
Dos 4.500 mil atendimentos realizados por mês no Prontomed, 800 correspondiam à pediatria. Porém, 70% dos pacientes infantis eram atendidos pelo SUS. “Se os convênios querem mais oferta de serviço, eles que têm que arcar com o problema, construir mais hospitais, pagar plantonista e não deixar o problema para ser resolvido na Santa Casa”, alega Moussa.
Atendimento
| Amparim Lakatos |
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O diretor garante que a Santa Casa é o hospital de resolutividade de Campo Grande e o mais bem equipado. “Eu falo até para os meus filhos e amigos que no dia em que eu passar mal é para me levarem para a Santa Casa”, avalia o diretor.