Chocada com o assassinato do líder indígena Nizo Gomes, da mulher e da criança no Tekoha Guaiviry, entre Ponta Porã e Amambai, Tatiana Ujacow, membro da Copai/OAB (Comissão Permanente de Assuntos Indígenas) e do ITC (Comitê intertribal de Memória e Ciência Indígenas), destacou que Mato Grosso do Sul não pode banalizar a violência contra os povos indígenas.
Para a advogada, que já publicou livros sobre os índios, o crime desta sexta-feira (18) não é um caso isolado. “Esse contexto precisa ser mudado e é por isso que trabalhamos a conscientização para acabar com o preconceito contra os índios em Mato Grosso do Sul”.
Tatiana enfocou a necessidade de uma cultura de paz, onde as pessoas estejam abertas e dispostas ao diálogo. “A luta do índio deve ser respeitada”. E acrescentou: “O preconceito contra o índio fala alto em Mato Grosso do Sul”.
Segundo Tatiana, as pessoas envolvidas nas questões indígenas precisam dialogar. “A arma tem que ser o diálogo e não a violência”, destacou.
A advogada lembrou a importância de políticas que resolvam esta questão. “Nosso estado tem a segunda maior população indígena do Brasil”.
Reconhecimento
Tatiana ressaltou que em muitos casos falta o reconhecimento do direito alheio. “O que aconteceu é uma barbárie, estamos retrocedendo. É lastimável acontecer isso!”.
A advogada destacou que sempre lutará por uma cultura pela cultura de paz. “O que aconteceu é algo para a gente se indignar. Não podemos banalizar essa violência. Precisamos nos indignar com esse preconceito”. E finalizou: “Essa banalização em nosso estado é revoltante. Falta respeitar o outro”.