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26/04/2011 17:35

Em Paranaíba, lixão municipal preocupa ambientalistas e oferece riscos

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Vinícius Squinelo

Localizado nas proximidades da MS-497 (saída para Minas Gerais) e MS-483 (acesso ao Estado de Goiás), o lixão da cidade de Paranaíba, 413 km de Campo Grande, vem causando preocupação para população do município e motoristas que passam nas estradas próximas.

No lixão, pertencente à prefeitura da cidade, em meio aos resíduos de todos os tipos, pessoas transitam, catam produtos recicláveis e chegam a morar no local, inclusive com a criação de animais domésticos. Problema grave é o despejo de lixo hospitalar no lixão, o que fere os princípios básicos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei instituída em 1998, que rege o despejo desses materiais.

A secretaria municipal de Paranaíba reconhece o problema. Segundo a secretária Janete Martins Brandão, um projeto está sendo analisado para tentar retirar essa população do lixão e construir um aterro sanitário.

“O projeto já está em fase de análise, vamos construir um aterro o mais breve possível. E quanto ao problema do lixo hospitalar, que realmente existe, a partir deste dia 2 de maio uma empresa de Votuporanga (SP) será responsável pela coleta”, afirmou a secretária.

Em frente ao lixão existe uma placa com os dizeres “proibido acesso ou permanência de pessoas não autorizadas”, com possibilidade de ser criminalmente responsabilizado. Ainda segundo a placa, a proibição seria determinação do Ministério Público Estadual, fato confirmado pela prefeitura municipal.

Outro prejudicado são os condutores que passam pelas duas rodovias que passam nas proximidades do lixão. Com a fumaça gerada queima resíduos sólidos, a visão dos motoristas fica prejudicada, o que aumenta a possibilidade de acidentes.

Preocupação ambiental

O lixão é localizado a cerca de 50 metros da nascente do Córrego Tabocas, o que pode gerar contaminação de fontes de água.

A possível contaminação também fere as disposições da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A prefeitura reconhece o problemas, mas informa que a construção de um aterro adequara o local às normas legais.

Em busca no Tribunal de Justiça de MS, nenhuma ação civil pública foi encontrada contra a Prefeitura de Paranaíba.



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