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Política

03/12/2010 08:50

Com CNJ, suposta negociata entre Puccinelli e empreiteira implicada na Uragano volta à tona

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Celso Bejarano

Alessandra de Souza

Na pilha de denúncias envolvendo supostas irregularidades em aplicações de sentenças aqui em Mato Grosso do Sul, a corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon, prometeu examinar um caso tido como extinto, arquivado pelo Judiciário local. Trata-se da polêmica permuta da área do Papa e a Financial Construtora Industrial Ltda, negócio escriturado três dias antes do último mandato do então prefeito da cidade, André Puccinelli (1996-2004), do PMDB, hoje governador reeleito.

O caso fora registrado ontem pelo CNJ sob o número 0007590-09.2010.2.00.0000. O autor da proposta é o ex-deputado estadual Semy Ferraz, que também denunciou a suposta ilegalidade na permuta.

A prefeitura trocou a área do Papa, próximo ao prédio da Polícia Federal, região da Vila Sobrinho, por pavimentação asfáltica. Para Semy, a prefeitura saiu perdendo porque a soma da obra, cifra de R$ 4.730.080,54, seria 2,4 vezes inferior ao valor do imóvel.

O imóvel em questão foi batizado de área do Papa em homenagem a visita João Paulo II a Campo Grande. Ali, em 1991, o papa rezou uma missa assistida por milhares católicos.

Semy Ferraz protestou o negócio por meio da ação popular 0017177-91.2005.8.12.0001, que caiu na Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

A papelada acabou indo para as mãos do juiz substituto Nélio Stabile que, segundo Ferraz, “tratou de liquidar a ação tudo atabalhoadamente e o claro propósito de beneficiar os réus [no caso, Puccinelli e a empreiteira Financial”. A ação fora extinta em 2009.

Na reclamação de Ferraz, registrada no CNJ, ele diz que o magistrado desprezou a suspeita indicando que o imóvel permutado tinha sido subfaturado. Note trechos do processo em que o ex-deputado questiona a decisão judicial que neutralizou a ação popular e atirou dúvidas sobre a permuta:

“Julgando a ação a toque de caixa para evitar que fosse julgada pelo juiz titular, o representado deixou de apreciar inúmeras irregularidades em prejuízo ao erário, ocorridas durante a construção das obras pelas quais foi permutado o imóvel”.

“O preço fixado do imóvel teve como base a média do valor do metro quadrado de imóveis situados em outros bairros, ou seja, o imóvel não foi avaliado tomando-se por base a sua localização, benfeitorias e potencialidades.

Para demonstrar que o método de avaliação se deu para propiciar um valor menor do imóvel e, assim, beneficiar a empreiteira de construção de asfalto, o requerente juntou aos autos de certidão de IPTU de imóveis lindeiros, cujo valor para efeito de IPTU era pelo menos 240% maior que o valor por metro quadrado estimado ao imóvel alienado”.

Financial

A Financial Construtora integra um complexo de empreendimentos formado por quatro empresas: além da Construtora Financial, atuam no grupo a Financial Mineradora, a Imobiliária Financial e Financial Ambiental, esta última age na coleta de lixo nos principais municípios de Mato Grosso do Sul.

O nome da Financial Ambiental apareceu na investigação da Uragano, operação da Polícia Federal que determinou a prisão de 28 pessoas em Dourados, um deles representante da empresa. De acordo com a PF, a Financial estaria implicada num esquema de fraude em licitações públicas, crime que resultou na prisão do prefeito do município Ari Artuzi, do vice Carlinhos Cantor e de 9 dos 12 vereadores da cidade.

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Comentários (10)

24/12/2010 19:01
osmiro capistrano da costa
Não sabemos até quando a podridão vai continuar nos poderes constituídos em MS. É uma vergonha nacional. Esse governador precisa ir para o presídio federal, ficar uns 90 dias.E os eleitores precisam saber votar, por isso está está lambança ai.

03/12/2010 20:13
Marcelo Max
Basta achar alguém do poder que não está nem de um lado e nem do outro que tudo vem à tona. Mais o dificil é achar.

03/12/2010 20:09
carlos alberto
E, apesar de tudo, papai noel existe. Duende também.

03/12/2010 17:21
Jonas C.Alves
sabe de quem é a culpa,;;;; é das pessoas humildes que,na época das eleiçoes, trocam seus votos por cestas básicas e outros favores e, também da chamada elite conservadora que mantem sempre os mesmos nomes no poder .

03/12/2010 17:03
Zé Colméia
A sociedade sulmatogrossense acredita na corte do CNJ e espera que todos os fatos sejam apurados e os corruptos e corruptores punidos. Esse Governo deve atender numa cela do presídeo Federal ao lado do Fernandinho. ele e seus asseclas ladrões do erário. queremos votar novamente para governador pois este não representa o povo hordeiro do MS. Aqui no estao rouba-se mais que nos morros.O chefe é ele!

03/12/2010 14:35
José luis troncoso perez
Este é o governador que deveria receber o troféu cara de pau do ano. Mais que quintuplicou sua fortuna desde que saiu de Fatima do Sul,inciando com o nome de Andrea e de secretário de saúde do Gov. Wilson e tem hoje uma fortuna incalculavel, principalmente em nome de laranjas. E ainda gosta de dar de dedo na cara dos outros, incluindo TJ, AL e MPE, pousando de araúto da moralidade.

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