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Geral

24/11/2010 08:20

Governo alega "reformas" e fecha outra ala do Hospital Regional mesmo sob protestos

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Liziane Berrocal

Mais um setor é afetado pelas mudanças no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. Dessa vez a ala B do 7º andar do HRMS está fechada. Segundo informações confirmadas por funcionários do hospital, cerca de vinte leitos foram fechados no local e mais quatro leitos foram “bloqueados” na cardiologia. Foram enviadas fotografias dos locais com leitos desativados para a redação.

Anteriormente também haveria leitos desabilitados na Clínica Cirúrgica, porém, segundo informações, após a divulgação de reportagens sobre os fechamentos, o setor voltou a funcionar.

Os funcionários reclamam que faltam informações claras sobre as mudanças que estão sendo realizadas. "Primeiro em reunião o diretor disse para todos que precisava cortar gastos. Dai a imprensa começou a cobrar e a diretoria se desmentiu, passou a falar em "readequações". Ninguém sabe ao certo o que está acontecendo, mas o fato é que houve corte de leitos", resume um funcionário que trabalha no Hospital Regional desde a inauguração.

Enfermaria desativada

“Os pacientes não têm mais lugar. O pessoal do corpo médico lutou para continuar com a ala, mas foram transferidos para o CCIH (Centro de Controle de Infecção Hospitalar). Isso aconteceu há uma semana”, explica um funcionário do local que pede para não ser identificado temendo represálias por parte da chefia.

Os funcionários afirmaram que agora, o atendimento é feito na emergência e, após o atendimento inicial, dependendo do caso, o paciente é encaminhado para o Hospital Dia (na unidade de saúde do Bairro Nova Bahia) ou para o Hospital Universitário. “Então agora os pacientes dependem das vagas estarem disponíveis nesses locais”, explica um servidor.

“É um caos. O pessoal da infectologia está na clínica médica. Ninguém fala nada, ninguém diz nada, não dão satisfação nem para os médicos. A situação está um caos”, denuncia outro profissional de saúde que trabalha no Hospital Regional.

Segundo eles, os pacientes que ainda estavam na ala há alguns dias, antes dos leitos serem desabilitados, chegaram a dizer que fariam uma manifestação, o que não aconteceu.

“Não sei porque eles desistiram, mas a equipe médica ficou muito chateada com a situação, pois a informação que tivemos aqui é que a ala foi fechada por ‘culpa’ dos médicos, já que segundo a direção, eles pediam muitos exames, o que encarecia o tratamento, ou seja, dava muita despesa”, explicou um enfermeiro.

"Redução Mínima"

Questionado sobre possíveis leitos desabilitados no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado, através da assessoria de imprensa oficial, informa que a direção hospitalar, por meio do diretor Reinaldo Perches Queiroz, garante não ter havido o fechamento dos leitos.

Segundo o Governo, o que acontece no hospital é uma “redução mínima dos serviços apresentados , pois estão fazendo readequação do local para que no início do próximo ano, o Hospital Regional volte a trabalhar a pleno”.

De acordo com as informações oficiais, no momento acontecem pequenas reformas e uma redução mínima da prestação do serviço para manutenção da aparelhagem “de forma que não haja prejuízo para a clientela”. A informação oficial é que no referido 7º andar, onde a enfermaria foi desativada, estão acontecendo reformas para instalação posterior da UTI Neonatal.
Setores no HRMS seguem com leitos fechados e denúncias são recebidas diariamente

Já no 6º andar, onde houve a denúncia de desabilitação de quatro leitos, a informação é apenas de que no local estão acontecendo mais reformas.

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Comentários (17)

25/11/2010 17:50
MARCIO LOPES
Eu trabalho no HRMS, e vejo tudo isso com muita tristeza, essas reformas acontece do 2° andar pra baixo, não tem nada ver o 7° andar, o governo usa esse termo para confudir toda a população do estado, então eu como cidadão de bem, tenho que mostrar a realidade do hospital, começa tudo errado nesse hospital desde da potaria até diretoria, na portaria por ex: está tudo errado os porteiro fica cuidando da imprensa pra não entrar e fazer reportagens sobre o hospital, o Waldez e Terezinha Boin disse que é ordem do Diretor geral dr. Ronaldo Perches, que por outro lado o Dr. Ronaldo disse que é o Governador que proibe, hora a imprensa tem que ter passagem livre pra mostrar as coisa boas e coisas ruins, quando é coisa boa o diretor é primeiro a dar entrevista quando é coisa ruins os funcionarios que tem que denunciar é pra cabar né? alias e dificil ter coisa boas nesse hospital ultimamente só tem catrastorfe, isso é boa administração?

25/11/2010 17:26
Edson da enfermagem
Tudo isso que acontece no Regional e refrexo de uma má administração da diretoria do Hospital, o Governo que se diz ser sério deixa acontecer isso, Sr. Governador Andre Puccinelli eu votei no senhor, será que o senhor não está vendo isso que acontece aqui no Regional? manda esse Diretor voltar da aonde ele veio, ele já quebrou 2 Hospital, e agora o senhor vai deixar ele quebrar o terceiro?

25/11/2010 15:53
tereza
O desrespeito com os funcionários está passando do limite. Os "COORDENADORES" teriam que estar melhor preparados para gerenciar pessoas, não ficar gritando com funcionário no corredor como a Dilmara da Farmacia que vive perseguindo o Cristofer da Farmácia. Essa Diretoria tem que sair, os funcionários estão sendo orpimidos e humilhados.Espero que publiquem esse comnetário, para que todos tenham con

25/11/2010 14:37
cirurgião do regional
ha tres semanas ocorreu uma baderna no centro cirurgico onde varios pacientes foram prejudicados,o diretor ao invés de abrir uma sindicancia e punir os culpados só remanejou os servidores pra lugar melhor,só vou dar o nome de 2 por causa que tenho ética profissional,enfermeira janaí...e administrativo m. massaid...na santa casa tem diretor e serviço social pelo menos q se preocupa c/os pacientes

25/11/2010 13:43
Plinio Camargo
Parabéns ao Governo do Estado e à SPDM (sociedade paulista para o desenvolvimento da medicina) pelo belíssimo trabalho que realizaram no HRMS. Mandaram embora o antigo diretor, José Roberto de Almeida e Silva, o Paquera, para colocar esse Ronaldo "Cupinha" Queiroz, fecharam leitos, criaram vários cargos fantasmas e foram embora, talvez pra quebrar mais um hospital no MS. E o povo que se exploda.

25/11/2010 12:49
Paciente do Regional
Se os pés doem, as pedras machucam, troque os sapatos. Os fortes não desistem. Buscam alternativas, Sempre lutam! Para de reclamar e inventar mentira pessoal e vai trabalhar

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