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Política

11/11/2010 19:10

TCU vê indícios de superfaturamento em obra tocada pelo DNIT em Mato Grosso do Sul

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Celso Bejarano

Roberto Higa, ALMS

Pelo menos seis obras executadas pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) em Mato Grosso do Sul apresentam “indícios de irregularidades graves”, segundo relatório do TCU (Tribunal de Contas da União). Em um dos casos, o órgão chega a relatar indícios de superfaturamento.

São projetos de manutenção de trechos de rodovias federais que cortam MS e custam aos cofres federais algo em torno R$ 177,5 milhões. Entre as falhas indicadas pelo TCU, surgem indícios de superfaturamento “decorrente de quantitativo inadequado” e projetos sub ou superdimensionados.

O DNIT regional é comandado pelo ex-governador Marcelo Miranda. ex-PMDB, atualmente no PR, partido do candidato predileto do atual governador de MS nas últimas eleições, Edson Giroto (PR), ex-secretário de obras de André Puccinelli na prefeitura e no governo. Giroto foi eleito deputado federal com votação recorde e custo milionário.

Marcelo Miranda, por sua vez, apoiou Puccinelli nas últimas eleições e permaneceu no cargo de superintendente do DNIT apontado como indicação do governador, que desobedeceu a decisão nacional do PMDB e fez campanha presidencial para José Serra.

Com a eleição da petista Dilma Rousseff, até peemedebistas regionais aguardam que os cargos federais sejam requisitados aos "infiéis".

O superintendente estadual do DNIT foi procurado pela reportagem para comentar o relatório do TCU, mas não foi localizado.

Já a assessoria de imprensa do DNIT, em Brasília, por e-mail, informou queo órgão vai
responder aos questionamentos do Tribunal, bem como acatar eventuais recomendações para que os indícios de irregularidades sejam esclarecidos.

O DNIT, diz a nota da assessoria, "lembra que apóia o trabalho de fiscalização realizado pelos órgãos de controle como TCU e CGU".

As irregularidades

A primeira obra da lista das irregulares é a do projeto de revitalização executado na BR-163/MS. Trechos têm sido recuperados nas divisas de MS com os estados de Mato Grosso e Paraná a um custo de R$ 42.625.347,38.

O TCU vistoriou essa obra, tocada desde julho de 2008, em abril deste ano. Técnicos da corte viram essas irregularidades:

Descumprimento de determinação exarada pelo TCU; projeto básico deficiente ou desatualizado; execução de serviços com qualidade deficiente; superfaturamento decorrente de quantitativo inadequado e inexistência ou inadequação de Estudo de Viabilidade técnica econômica e ambiental da obra.

Outro serviço com indícios de irregularidades foram enxergadas na conservação/recuperação da BR/163, do km 255,60 ao km 364,60, também perto das divisas de MS com MT e PR.

Nesse trecho, em obra desde maio de 2007, que custou R$ 4.699.733,89, segundo o TCU, surgiram duas irregularidades: execução de serviços com qualidade deficiente e pagamento de serviços não previstos contratualmente.

Supervisão deficiente

Já na manutenção de trechos entre os km 124 ao km 185 da BR-267, vistoriado em junho desde ano, o TCU anotou esses indícios de irregularidades: fiscalização ou supervisão deficiente ou omissa; execução de serviços com qualidade deficiente e projeto executivo deficiente ou desatualizado. Essa construção – 50 km de restauração asfáltica – custa ao governo federal R$ 45.485.196.36.

Ainda segundo relatório do TCU foram detectados em fiscalizações deste ano indícios de irregularidades ainda na BR-267, estrada que segue de Bataguassu a Nova Alvorada, do km 0 ao km 62, trecho em restauração.

Nessa obra, orçada em R$ 60.729.780,28, os fiscais da corte federal anotaram os seguintes indícios de irregularidades: utilização de equipamentos incompatíveis com as especializações técnicas dos serviços contratados; fiscalização ou supervisão deficiente ou omissa e execução de serviços com qualidade deficiente.

Também na BR-267, do km 0 a km 125, onde o governo federal aplicou R$ 13.618.245,84 num projeto de conservação e recuperação da rodovia, os fiscais do TCU apontaram duas supostas irregularidades: projeto básico/executivo sub ou superdimensionado e duplicidade de contratação/licitação de serviços.

A sexta obra com indícios de irregularidades graves, também na BR-267, do km 125 ao km 249, tocada desde janeiro do ano passado, custa R$ 10.420.903,26. Nesse serviço de conservação/manutenção da estrada, o TCU viu o projeto básico/executivo sub ou superdimensionado e duplicidade na contratação/licitação de serviços.

Obras podem ser paralisadas

Anteontem, o TCU divulgou um relatório dizendo que vai pedir que o Congresso deixe de aplicar recursos em 32 obras federais que apresentaram irregularidades. No caso, o tribunal pede a paralisação de tais projetos.

Nessa lista, não aparece nenhuma obra de Mato Grosso do Sul. Contudo, na relação das obras e serviços com indícios de irregularidades, surge meia dúzia de construções bancada por verba federal em MS. De acordo com o TCU, essas obras podem ser tocadas, desde que “corrigidas as irregularidades”.

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Comentários (5)

07/05/2011 08:10
mauro
pergunto se for provado como é certo pela pessoa que foi e é administrador e ex politico dr marcelo miranda ele vai ter que devolver este dinheiro ou vao provar e bater nas costas dele.punição neles ou devolvem o dinheiro sera que ainda tem o dinheiro duvideodo.paguem queremos ver para crer.

07/05/2011 08:07
maria reis
ve indicios vcs ainda nao tem certeza deveriam com o marcelo miranda pior governador da historia de MS com escandalos na revista veja,sem pagar funcionarios por meses e corrupçao por todos os lados sera que seria diferente no DNIT fico impressionada como ainda colocom um ex mal politico neste orgao sabiam que isso iria acontecer parece que ate queriam isso.aproveitadores

15/04/2011 17:53
carlos
so nao sei ate onde o povo vai aguentar, cuidado com a revolta popular(psdospoderosos da po;itica)

16/11/2010 09:01
Clovis Reis
Meu Pai foi Engenheiro Chefe de Conservação desse DNIT, antigo DNER. Me falava do que está acontecendo hoje. São políticos invadindo uma área técnica. Empreiteiros corrompendo funcionários e vice-vérsa. Por isso foi deixado de lado, pois não fazia parte dessa quadrilha. Sorte foi em ser ser funcionário de carreira. Os que estão lá são o quê? Políticos Protegidos? Vamos lá PF, vão lá que acham!!!

13/11/2010 12:16
Sidney
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