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10/11/2010 18:18

Artuzi deve prestar depoimento sobre operação Owari

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Liziane Berrocal

O prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi (sem partido) pode quebrar o silêncio amanhã. Pelo menos para a Justiça. É que amanhã, a partir das 8h30, Artuzi, que está preso desde o dia 1º de setembro deverá prestar depoimento no Fórum da Capital.

Além dele, mais outros dez réus denunciados na Operação Owari, que em julho de 2009 indiciou 60 pessoas, por operações fraudulentas na região sul do Estado, principalmente Ponta Porã e Dourados.

A ação corre em segredo de justiça, e segundo informações do Tribunal de Justiça, ninguém poderá acompanhar a fala dos réus e também não é possível informar qual local e a ordem de depoimento dos envolvidos.

O ex-prefeito que devido às denúncias foi expulso do PDT, partido que fazia parte, foi preso durante as ações da Operação Uragano. Ele que foi transferido de Dourados para Campo Grande por questões de segurança, já ficou detido na 3ª Delegacia do Bairro Carandá Bosque, foi levado para a sede do Garras no Centro da Capital e depois transferido para o Presídio Federal, considerado de RDD (Regime Disciplinar Diferenciado).

E desde o dia que foi preso, o prefeito afastado está incomunicável e sem falar com a imprensa. O advogado dele, Carlos Marques, já entrou com pedido de liberdade de Artuzi, mas o benefício foi negado no julgamento do último dia 19/10.

Na ocasião, o relator do processo, o desembargador Manoel Mendes Carli, disse em seu voto que o prefeito solto poderia provocar uma “instabilidade social” na cidade. O magistrado alegou ainda que Artuzi já havia sido indiciado, citando a referida operação Owari.

Devido a isso, Marques disse na época que a prisão do cliente era mais uma questão “política do que de justiça”.

O advogado foi procurado para falar sobre o depoimento do cliente amanhã, porém não houve retorno das ligações. Não houve a divulgação de um possível esquema de segurança para a saída e depoimento de Artuzi no TJ.



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