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Política

28/10/2010 09:09

Oficiais não teriam encontrado Puccinelli e Giroto; ex-deputado ameaça acionar o CNJ

Aumentar texto Diminuir texto

Valdelice Bonifácio

Alessandra de Souza

O ex-deputado estadual Semy Ferraz ameaça acionar o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra a Justiça Estadual de Mato Grosso do Sul. Na versão dele, oficiais de justiça não conseguiram localizar o governador André Puccinelli (PMDB) e o ex-secretário de Obras e deputado federal eleito, Edson Giroto, para notificá-los sobre ação de reparação de danos movida contra os dois.

“Já paguei duas diligências. A segunda teve o prazo vencido no dia 21 de outubro. Eu soube que eles não conseguiram notificar o governador e o ex-secretário. Agora, a notificação deve ser devolvida para o cartório”, acredita Semy. Na ação por reparação de danos o ex-deputado estadual pede indenização de R$ 2 milhões.

O ex-parlamentar alega que o governador e Giroto lhe causaram danos nas eleições de 2006. Na ocasião, a Operação Vintém da Polícia Federal constatou suposta denúncia falsa de crimes eleitorais que teria sido feita por André Puccinelli Junior (filho do governador), Girotto, que na época era secretário municipal de obras da Capital, Mirched Jafar Junior e Edmilson Rosa.

A acusação no processo é de que os quatro teriam forjado denúncias junto a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal de compra de votos. Na época foram apreendidos inúmeros ‘santinhos’ do candidato grampeados com notas de R$ 20 que teriam sido colocados no carro de um assessor de Semy para supostamente forjar um flagrante. A “Operação Vintém” também investiga a possível aplicação de recursos não-declarados para campanha eleitoral.

“Eu perdi aquelas eleições, minha carreira política foi prejudicada. Eu tive que mudar para o Acre para conseguir emprego”, conta o ex-deputado que pretende acionar o CNJ na semana que vem.

Ele deve acrescentar à denúncia informações sobre o escândalo que atingiu o Estado após divulgação de vídeo no qual o deputado estadual Ary Rigo (PSDB), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, aparece detalhando suposta partilha de dinheiro entre autoridades de Mato Grosso do Sul. Na gravação, Rigo cita nome de membro da alta corte do Poder Judiciário.

A reportagem do Midiamax busca contato com a 13ª Vara Civil de Campo Grande, onde corre a ação, mas ninguém atende ao telefone. O sistema de consulta de processos do site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul está indisponível para pesquisa nesta manhã. A razão informada é manutenção.

Ontem, pela manhã, o governador André Puccinelli esteve em evento aberto à imprensa na governadoria. À tarde, marcou presença do velório do vereador Carlos Antônio Costa Carneiro (PDT), em Alcinópolis. Hoje, ele não tem não agenda pública, mas despacha o dia todo na governadoria, segundo informação de sua assessoria de imprensa. Saiba mais sobre Operação Vintém nas notícias relacionadas.

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Comentários (27)

07/05/2011 14:30
Gabrielle Guimarães
Até o site do tribunal de justiça foi tirado do ar devido ao escândalo envolvendo o Governador Puccinelli e o deputado Girotto?Se isso não é ditadura não sei o que é,tenho nojo de viver e trabalhar num estado desse!

05/05/2011 11:28
ze do caixao
eu gostaria de saber o que o judiciario pensa sobre isso no cod.e proc. civil existem informações de como proceder nesses casos citação com hora marcada por exemplo diligencia juducial não é ordem da justiça? cada dia que passa o judiciario do ms se mostra inerte perante ao governador nem cita um cara esses caras fazem isso e olha que presata até concurso se fosse 1 ze ruela ja tava preso.afffff

29/10/2010 11:10
claudinei
coitado do semy,o dono do estado e mais liso que jau.jau e aquele peixe lindo que temos no rio parana.eu acho que ele vai ter que continuar no acre,por que aqui quem manda e ele o grande andre.

29/10/2010 10:10
rosalinda
Se alguém tem alguma dúvida de quem é o "DONO" da justiça em nosso Estado , aí está...aqui quem manda e desmanda é o governador! ele está literalmente "blindado" pelanossa (IN)justiça ...tenho vergonha do que MS se tornou...pagamos impostos pesados para financiar esta pouca vergonha...

29/10/2010 09:49
Áttila Gomes
Realmente não é possível acreditar na justiça do MS. É o fim da linha.

29/10/2010 08:47
Cleider den Souza Costa
Mais uma categoria que apodrece: oficiais de justiça, que não encontram os acionados. Todo mundo está encontrando o André e o Giroto: até eu conversei com eles. Se o oficial precisar de ajuda, para aclarar sua obtusidade, eu aixilio.

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