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Brasileira sofre abuso sexual na Tailândia e encontra agressor pela internet

Internautas encontraram agressor e enviaram fotos

Após sofrer uma agressão sexual em um hostel na Tailândia, a atriz brasileira Bruna Fornasier, 25 anos, conseguiu levar seu agressor à polícia com a ajuda das redes sociais, em um proceso "lento e desgastante".

Bruna viajava pela Ásia desde abril. Ela economizou e planejou uma viagem passando por Hong Kong, Bali, Cingapura, Malásia e Tailândia. Foi nesse país que a agressão ocorreu, dentro do quarto do hostel onde a atriz estava hospedada.

Ela contou, em seu depoimento nas redes sociais, que se hospedou no hostel, que era conhecido nas redes sociais, no dia 26 de maio. Naquela noite, após voltar de uma festa de madrugada para seu quarto, Bruna conta que adormeceu e que acordou com um homem em cima dela, colocando a mão dentro de sua vagina.

"Quando percebi o que estava acontecendo, gritei para ele sair. Ele disse que ia enfiar o pênis dentro de mim. Comecei a chutá-lo e ele saiu", conta. Ela conta que no dia seguinte pediu a identidade do agressor, e que se desentendeu com o gerente do hostel, que estava mais preocupado em preservar a imagem do local.

Antes de procurar a polícia, Bruna contou sobre o caso nas redes sociais, e se surpreendeu com a repercussão. "Nunca imaginei que seria assim. Quando publiquei, minha intenção era de que todas as pessoas conhecidas soubessem do ocorrido. Queria transformar essa história horrível em um alerta para outras pessoas".

Depois, a atriz ainda teve de passar por uma psiquiatra para confirmar que sofreu o abuso sexual e ser levada a sério pelos policiais da Tailândia. "Me perguntaram quantos dedos o cara colocou na minha vagina. Foi um processo lento e desgastante".

Bruna conta que só por meio das redes sociais encontrou seu agressor. Duas pessoas o viram na ilha de Kho PhiPhi, e tiraram fotos e mostraram para a vítima onde o homem estava hospedado. Ela passou as informações à polícia, que o levou à delegacia.

Agora, o rapaz é mantido em prisão enquanto aguarda o julgamento. Bruna conta que para ela, o caso já é uma vitória. "Denunciar pode inibir a ação de estupradores. Eles saberão que as mulheres já não ficarão caladas e eles terão que pagar pelo que fazem".

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