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Pelo sonho de ser policial, Amanda ganhou festa com a cúpula da PM

Jovem recebeu homenagem de oficiais e PMs na escola

  • Com sonho de ser policial, Amanda ganhou até festa surpresa com cúpula da PM (Guilherme Cavalcante/Midiamax)
  • Com sonho de ser policial, Amanda ganhou até festa surpresa com cúpula da PM (Guilherme Cavalcante/Midiamax)
  • Com sonho de ser policial, Amanda ganhou até festa surpresa com cúpula da PM (Guilherme Cavalcante/Midiamax)
  • Com sonho de ser policial, Amanda ganhou até festa surpresa com cúpula da PM (Guilherme Cavalcante/Midiamax)

O dia é sem dúvida especial para a jovem Amanda dos Santos da Costa, moradora do Nova Lima. Ela comemora nesta segunda-feira (26) seus 15 anos, porém, a data passaria meio que em branco, já que a família não tem tanto dinheiro para presentear com uma festa de debutante à adolescente, que sonha em ser policial.

Porém, a criatividade falou mais alto e, a partir do sonho de Amanda, a família conseguiu 'mexer o doce' para fazer deste dia uma data realmente inesquecível: em contato com um oficial reformado, a prima de Amanda, Darlene dos Santos, conseguiu mobilizar uma festa surpresa para a jovem, com direito a presença de policiais militares da região.

"Levei a ideia e na semana passada a gente recebeu um 'ok', que ia dar certo. A gente queria que fosse um dia especial, que ela se sentisse incentivada a correr atrás do sonho dela. A Amanda sempre achou o fardamento bonito, a rotina dos policiais. Onde nós moramos, no Campo Verde, que é o corredor do Nova Lima, quando os policiais passam eles impõem respeito. A Amanda sempre comenta isso, desde os 12 que fala em ser policial ", conta a prima.

Só que a receita cresceu mais do que o esperado. Mesmo conseguindo apoio do 9º Batalhão de Polícia Militar, que inclusive fez uma vaquinha para custear bolo e refrigerante, a surpresa para Amanda chegou ao conhecimento do Comando Geral da PM, que abraçou a ideia. E nesta manhã, além dos policiais do bairro, até parte do alto escalão da PM de Mato Grosso do Sul esteve presente, incluindo aí o comandante-geral, o coronel Waldir Acosta.

"Surpresa!"

Enquanto Amanda foi mantida propositalmente na biblioteca da Escola Estadual Professora Ada Teixeira, os oficiais chegaram ao local com os elementos da festa e alguns mimos, também, como uma honraria e uma camisa feita especialmente para a aniversariante. A família, sob o comando de dona Cirene dos Santos, mãe de Amanda, levava um buquê de rosas vermelhas.

"São 15 anos né? Ela merece as rosas e todas as homenagens, é uma filha muito boa", conta a matriarca.

Com a mesa decorada, colegas a postos para cantar parabéns e os policiais e oficiais no aguardo, Amanda retornou à sala de aula e até se assustou com a surpresa. Ganhou discurso do comandante-geral e até se emocionou.

“Na verdade, somos nós que agradecemos a Amanda, por permitir que a corporação possa se aproximar mais da comunidade, pois isso é muito relevante para nós", destaca o coronel.

Amanda recebe as rosas de sua mãe, dona Cirene (Guilherme Cavalcante/Midiamax)

Sonho antigo

Amanda é uma jovem tímida e de origem muito humilde. Ela afirma que ficou contente com a surpresa e, após os parabéns, agradeceu pelo esforço de todos e até explicou à reportagem de onde vem seu sonho de ser policial. "Eu tenho admiração. A farda é bonita, os policiais são respeitados. Vou me dedicar para isso. Este foi sem dúvidas o melhor aniversário que eu tive", conta a jovem.

Amiga de infância de Amanda, a estudante Kamilly Xavier, de 15 anos, confirma que a ideia é antiga. "Ela sempre mencionou isso para gente, acho bacana tanta determinação. Este ano o professor de matemática fez um exercício sobre o que a gente queria ser no futuro e ela coloquei que queria ser policial" afirmou a amiga, apontando para a atividade fixada na parede da sala de aula.

O diretor da escola, professor William Barbosa, considerou interessante a interação da comunidade escolar com os policiais. "Acho que é algo interessante, apesar de inusitado, nunca nos ocorreu antes. É algo que podemos explorar, porque a partir dessa idade, no 1º ano, eles começam a discutir carreiras e a escola tem papel fundamental nessa orientação vocacional", conclui.

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