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Policial Federal que matou advogado recebe pena intermediária e não vai para a cadeia

Família do advogado já decidiu que vai recorrer da decisão do Tribunal do Juri.

  • Advogado Márcio Alexandre que foi morto pelo amigo policial federal.

Depois de cerca de dez horas de julgamento o Tribunal do Júri de Dourados decidiu desclassificar o crime de homicídio doloso para culposo e o Policial Federal Marcello Portella não vai para cadeia.

O crime aconteceu na madrugada de 25 de outubro de 2015 quando Marcello e o advogado Marcio Alexandre dos Santos que eram amigos sofreram uma tentativa de assaltou. Nesta data Marcello numa desastrada reação contra os “bandidos” acabou alvejando Marcio com tiros de pistola.

O advogado Adriano Bretas que atuou na acusação afirmou que a decisão é considerada intermediária. A decisão da pena do réu será definida pela Justiça. Isso significa que o fato do crime ser considerado homicídio culposo a pena a ser decretada será de um a três anos em regime aberto.

Conforme Bretas a família do advogado morto aos 37 anos já decidiu que vai recorrer da sentença proferida no júri de hoje e vai pedir um novo julgamento.

Conforme a acusação Márcio Alexandre voltava de uma festa conduzindo sua caminhonete Toyota Hilux SW4 e acompanhado do amigo Marcello quando, por volta de 3h30 pararam no cruzamento das ruas Albino Torraca e Ciro Mello, na Vila Progresso, para o policial Federal urinar atrás de uma árvore.

Ao parar os dois foram abordados por quatro homens que chegaram de carro para roubar a caminhonete do advogado. Ao perceber a situação, Portela disparou várias vezes com sua pistola Glock de uso da PF e atingiu um dos assaltantes, mas em seguida atirou novamente e feriu Márcio pelo menos sete vezes, que mesmo depois de ter caído no asfalto e ser atropelado pela própria caminhonete – na qual um dos assaltantes fugiu -, foi alvejado por um disparo na cabeça.

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