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Fiems inicia pesquisa com indústrias para levantar demandas ligadas à exportação

O levantamento pretende contribuir com o aumento da competitividade do setor industrial do Estado

  • (Divulgação/ Assessoria)

Com o objetivo de promover a internacionalização das empresas, o CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems iniciou a coleta de informações junto às indústrias sul-mato-grossenses para mapear as demandas relacionadas ao comércio exterior, buscando, cada vez mais, cumprir a missão da Rede CIN, que é voltada ao aumento da competitividade do setor industrial brasileiro.

A coordenadora do CIN da Fiems, Fernanda Barbeta, destacou que, por meio da iniciativa, se espera ouvir dos empresários quais são as necessidades e dificuldades das indústrias para que passem a atuar no mercado externo. “A partir daí, o Centro Internacional de Negócios poderá apoiar de forma mais assertiva o processo de internacionalização das indústrias”, afirmou.

Os dados e informações obtidos com a enquete serão transformados em conhecimento estratégico, possibilitando a tomada de decisão que permita um melhor alcance de resultados e objetivos. “Com as demandas mapeadas será possível analisar se o atual portfólio oferecido atende às reais necessidades das empresas”, apontou Fernanda Barbeta.

A coordenadora lembra que o CIN da Fiems oferece serviços como organização de missões, estudos de inteligência comercial, certificados de origem, atestados de exclusividade, produção e inexistência, além de assessoria para importação e exportação.

De acordo com informações do MDIC (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Mato Grosso do Sul registrou no último ano um total de 192 empresas exportadoras e 314 empresas importadoras. O Estado possui uma pauta de exportação concentrada em commodities, em especial, papel-celulose, carnes e seus derivados, minerais e outros produtos do agronegócio.  “Esses números refletem os cenário das grandes indústrias”, conforme Fernanda Barbeta.

Os mercados da China, Argentina, Itália, Rússia e Holanda aparecem como principais parceiros comerciais para o Estado, apresentando-se inclusive, com certa concentração em valores negociados. Considerando as estatísticas de comércio exterior, uma tendência para a diversificação de mercados e no aproveitamento de vantagens comparativas em países fronteiriços.

Dados do Sebrae indicam forte atividade de empresas de micro e pequenos portes em segmentos de atividades diferentes dos tradicionalmente internacionalizados no Estado, como por exemplo, alimentos processados, pesca, confecções e empresas incluídas na cadeia de fornecimento para o agronegócio.

“As pequenas e médias indústrias já mantém relacionamento comercial com a América do Sul e, a partir do estudo, será possível detectar o interesse das empresas em países de outros continentes, para desenvolvermos a preparação para atuação voltada para esse mercado”, ponderou Fernanda Barbeta.

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