Você está aqui

Harvey Weinstein é alvo de investigações em Nova York e Londres por assédio

Entre as vítimas, há atrizes famosas que acusaram o produtor de assédio

As polícias de Nova York e Londres abriram investigações sobre acusações de assédio envolvendo o produtor Harvey Weinstein, segundo a imprensa britânica e agências de notícias internacionais.

O magnata de Hollywood é protagonista de um escândalo desde que o "New York Times" publicou que ele fez pelo menos oito acordos não divulgados com mulheres envolvendo assédio sexual e contato físico indesejado.

A polícia metropolitana de Londres informou ao "The Guardian" que está avaliando uma denúncia de abuso sexual feita contra o produtor nesta quarta-feira (11). A acusação diz respeito a "um suposto ataque sexual na área de Londres na década de 1980", de acordo com a agência Associated Press.

Em Nova York, o porta-voz do Departamento de Polícia, Peter Donald, disse nesta quinta (12) que os investigadores estão tentando determinar se há alguma queixa adicional envolvendo Weinstein. Isso inclui a revisão de arquivos para checar se alguma mulher relatou anteriormente ter sido assediada por ele.

Até agora, não foram encontradas denúncias arquivadas, segundo Donald, além do caso de 2015, em que a modelo italiana Ambra Battilana Gutierrez acusou Weinstein de agarrar seus seios e tentar colocar a mão dentro de sua saia durante uma reunião em seu escritório. As autoridades americanas estão incentivando qualquer pessoa com informações sobre Weinstein a entrar em contato com a polícia.

Relatos de abuso

Desde a semana passada, atrizes como as americanas Mira Sorvino, Rosanna Arquette, Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie, além das francesas Emma de Caunes, Judith Godrèche e Léa Seydoux e da inglesa Cara Delevingne, relataram episódios de assédio envolvendo o produtor.

Três mulheres o acusaram de estupro: a estrela italiana Asia Argento, a atriz Lucia Evans e uma terceira que permanece anônima. Por meio de um porta-voz, Weinstein afirmou que todas as relações sexuais foram consentidas.

"Eu admito que o jeito que me comportei com colegas no passado causou muita dor e peço sinceras desculpas por isso. Embora eu esteja tentando melhorar, eu sei que tenho um longo caminho a percorrer", disse o produtor em uma declaração enviada à imprensa.

Após as acusações, Weinstein foi demitido de seu estúdio cinematográfico, a Weinstein Company. A designer de moda Georgina Chapman, com quem foi casado por 10 anos, anunciou nesta quarta que decidiu se separar do produtor.
Weinstein trabalhou em filmes como "Pulp fiction" (1994) e "Gangues de Nova York" (2002). Em 1999, ganhou um Oscar por "Shakespeare apaixonado".

Tópicos