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Mercado paralisa com fuga de investidores após delação da JBS

Leilão de ações da Petrobras caiu em 50%

Após a crise política instaurada com as delações do dono da JBS, Joesley Batista, envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador Aécio Neves (PSDB), afastado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a Bovespa e os mercados de câmbio estão travados.

Os mercados abriram nos limites de oscilações permitidos, com queda de 10% na Bolsa e alta de mais de 5% do dólar. Investidores estão tensos com a percepção de que a crise política impactará a economia brasileira.

Para um diretor de uma corretora entrevistado pelo Estadão, a possibilidade de renúncia, cassação ou impeachment de Temer pode afetar as reformas trabalhista e da Previdência, prometidas para atrair a confiança dos investidores.

"O mercado futuro está no limite de alta e só pode operar dólar junho na compra a R$ 3,3235", disse um gerente de mesa de derivativos de uma gestora de recursos.

Não há negócios para o contrato furuto da Ibovespa com vencimento em junho, após queda de 10,02% de queda logo na abertura da Bovespa. A pontuação desse contrato chegou ao limite mínimo, parando o mercado.

"Pela regra da Bolsa, não serão fechados negócios abaixo dessa pontuação [61.180]. As pessoas só podem negociar até esse preço", afirma Raphael Figueiredo, analista da Clear Corretora.

Petrobras

No leilão de abertura, as ações da Petrobras chegaram a cair quase 50% após a repercussão das delações da HBS. No entanto, analistas afirmam que a tendência é que os valores se reajustem no decorrer do leilão.

A carteira de fundos da Petrobras na American Depositary Receipts operou em forte baixa nesta manhã, com queda de 14,6%. A mesma situação aconteceu com o Itaú Unibanco, 12,4%, e da Vale, 8,9%. 

(com supervisão de Evelin Cáceres)

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